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Estratégia do oceano azul da Indústria do couro

No campo da estratégia empresarial, a mais recente é a estratégia do oceano azul. Os percursores deste novo instrumento para a área das organizações é o  Prof. W. Chan Kin  de estratégia e gestão internacional da cadeira  “Boston Consulting Group Bruce D. Henderson” e a Professora Renée Mauborgne de estratégia e gestão do Insead.

“A estratégia do oceano azul propõe uma abordagem sistemática para tornar a concorrência irrelevante, um novo pensamento estratégico, esta nova visão, propõe que as empresas considerem o setor que vem atuando como sendo o oceano vermelho em que os resultados têm sido: a comoditização acelerada de produtos e serviços, a intensificação das guerras de preços e o encolhimento das margens do lucro. Assim, parece que nem a empresa nem o setor são as melhores unidades de análise para o estudo das causas básicas do crescimento lucrativo no futuro”.

“A estratégia do oceano azul propõe a buscar setores não existentes, desconhecidos ou a expansão de fronteiras dos setores existente, a criar valor único e sustentável, e para vencer o futuro, as empresas devem parar de competir umas com as outras, a única maneira de superar os concorrentes é não mais tentar superar os concorrentes, sendo assim o movimento mais importante é criar oceanos azuis”.

As estratégias competitivas predominantes hoje são de baixo custo, diferenciação ou de foco, e não são compatíveis. Nesta nova abordagem, é possível se ter custo baixo e diferenciar, em razão de que a atuação não está em olhar para a concorrência, mas na busca de novos mercados ou em   oferecer novos produtos serviços.

Aplicando a estratégia do oceano azul, a indústria de couro do Brasil, o que se adapta de forma pragmática a muitos setores nacionais. Temos aplicado e discutido em empresas e setores com sucesso. Partimos das seguintes premissas: o mercado externo atendido pelo setor de couro nacional não tem mudado nos últimos anos, os produtos e os clientes têm alterado pouco. Apesar da significativa importância da indústria coureiro na geração de divisas, da atualização tecnológica, continuamos os grandes vendedores de commodity e atendendo a poucos países. Três países compram 70% da produção nacional: Itália, China e Estados Unidos e, com um agravante, os dois primeiros concorrem com setores da própria cadeia produtiva, com os calçados e artefatos brasileiros.

Acredito que adoção da estratégia do oceano azul não é só interessante, mas necessária para agregação de valores e na construção de uma vantagem competitiva nacional.

O que não se pode mais é adotar uma visão única e conservadora sobre alguns mercados e produtos. A base para esta nova estratégica é a inovação. Apesar de conscientes, muitos continuam acreditando que copiar é mais fácil, mas é bom lembrar que quem não inovar está fora da competição.

 

Texto: Hélio Mendes
Prof. e consultor de Planejamento Estratégico e Gestão.  

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