Destaque Editorial Expresso

Fomos traídos…

Foto: Divulgação

Quando paramos para refletir sobre o que está acontecendo com as lideranças nacionais nos campos político e empresarial, envolvidas nos escândalos recentes…  pessoas independentes economicamente, respeitadas pela opinião pública, com uma biografia invejável, construída por mérito, outras respeitadas pelo idealismo, passaram a ser manchetes nos noticiários policiais. Desviando recursos da saúde para comprar joias para suas esposas, liderando verdadeiras quadrilhas, desviando dinheiro dos trabalhadores, falindo não apenas empresas, mas Estados da Federação, como no caso do Rio de Janeiro.

O que milhares de brasileiros estão perguntando: “O que está acontecendo? Em quem podemos acreditar?”. A conclusão mais óbvia: fomos traídos pelos nossos representantes.

A pior justificativa que ouvimos até agora: “Sempre foi assim, todos os partidos são iguais”. E cada um tenta colocar-se como “anjo” perante suas bases; o pior é que muitos acreditam. Mas não é difícil saber quem de fato tem competência para o cargo e quem coloca os interesses do País acima dos interesses pessoais. Basta procurar saber que projetos tem apresentados durante o mandato, que postura de austeridade tem tomado, se tem buscado se preparar para o cargo que ocupa, ou se fica apenas panfletando na cidade com meias-verdades, se simplesmente se posiciona contra tudo e todos, e o mais cruel: se troca votos por cargos ou verbas fora do foco.

O que poucos sabem é que, se muitos se eternizam no poder, apesar da incompetência, é porque controlam a porta de entrada. São donos de partidos, controlam os diretórios. E, antes de cada eleição, modificam a legislação para blindar a sua vaga. Estes – e não são poucos – podem ficar no cargo, entretanto, não vão recuperar a credibilidade. E quando perderem o cargo, alguns terão dificuldade em morar na sua cidade natal. Alguns já estão sentindo essa marginalização, mesmo estando no cargo.

Cada um faz a sua escolha. O sete de setembro é uma data que nos lembra de um herói, Tiradentes, mas também de quem o traiu, Joaquim Silvério dos Reis.

Editorial – O JORNAL

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