Expresso Ituiutaba Regional

Secretaria de Saúde disponibiliza vacina em onze salas para Campanha da Multivacinação

Foto: Ascom Ituiutaba

A Secretaria de Saúde, da Prefeitura de Ituiutaba com o objetivo de atingir a meta da cobertura vacinal no município, deu a largada nesta segunda-feira, 11, ao período da Campanha Nacional de Multivacinação. Até o próximo dia 22, a população poderá fazer a atualização ou reforço na imunização contra algum tipo doença.

Segundo o Departamento de Epidemiologia, da Secretaria de Saúde o chamado principal da campanha é para atingir meninos e meninas até 14 anos de idade, faixa prioritária para imunização contra várias doenças, entretanto, adultos que queiram completar o cartão de vacina, podem procurar uma das salas de vacina que serão atendidos normalmente.

“Nossas equipes de enfermeiros estarão a postos e preparados para receber a população, inclusive com horários ininterruptos de atendimento entre 08hs e 18hs. Recomendamos para não deixarem de levar o cartão, porque é somente com ele em mãos é que saberemos qual dose aplicar. E, ressalvamos, que no próximo dia 16, aniversário de Ituiutaba, atendendo ao chamado nacional, estaremos com todas as salas de vacinas abertas e atendendo a população”, disse o médico e Secretário de Saúde, Elias Hércules Neto.

Foto: Ascom Ituiutaba

De acordo com a Secretaria de Saúde, da Prefeitura de Ituiutaba as salas de vacinas estão instaladas nos seguintes locais: PSF Natal, Novo Tempo II, Pirapitinga, Sol Nascente Camargo, Independência, Maria Vilela, (UBS Doutor Olímpio) Unidade Mista de Saúde I (Elândia) e II (Progresso), sede da Ampla (Platina) e na própria Secretaria de Saúde, na Avenida 7, entre Ruas 24 e 26. O telefone de contato para tirar dúvidas é (34) 3271.8237/8238.

Algumas doenças como a varíola, o sarampo, rubéola e a pólio foram erradicadas devido aos esforços de vacinação. Mas casos recentes de caxumba no país e a ocorrência de outras enfermidades, como o sarampo, em outras partes do mundo, reforça o chamado para a imunização, diante da possibilidade de retorno desses males.

No Estado de Minas Gerais, surtos de sarampo não ocorrem desde 1997, quando 794 casos foram notificados no estado. De lá para cá, foram 43 registros no ano seguinte e 9 em 1999. O penúltimo caso ocorreu 2011 e, em 2013, apenas dois casos importados de outros países entraram na estatística mineira. Ainda assim, uma possível reintrodução do vírus preocupa as autoridades de saúde estaduais e de Belo Horizonte, diante da circulação de brasileiros em viagem por nações que têm tido casos.

Além do sarampo, o alerta vale para a caxumba, já com registros em alta. Para se ter uma ideia, em 2001, Minas teve 53 casos da doença. Com números em elevação ao longo dos últimos anos, 2016 fechou com 3.019 casos e 1.883 já ocorreram neste ano.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, existe o cuidado muito grande com o aumento dos casos entre adolescentes e, principalmente, entre aqueles não vacinados ou com apenas uma dose.

A situação de alerta também prevalece para a rubéola. De acordo com a SES, desde 2008, quando houve uma grande campanha em todo o país, a situação se estabilizou, mas essa é uma doença que também ocorre em outros lugares do mundo e há o risco de reintrodução no Brasil, caso não haja altas coberturas vacinais.

A Poliomielite, por sua vez, teve seu último caso registrado no Brasil em 1989, no município de Souza, na Paraíba. Mas Nigéria e Paquistão (África) e Afeganistão (Ásia) ainda são países endêmicos para a doença e, com isso, o risco de contaminação entre as nações se mantém. O problema é que, enquanto a cobertura da polio alcançou a marca de 105,99% em 2000 (ou seja, mais crianças foram vacinadas do que o previsto), o índice caiu a 88,29% no ano passado, percentual abaixo da meta, que é de 95%. Neste ano, quando a SES já esperava ter chegado à cobertura preconizada, apenas 65,83% da meta foi cumprida até o mês de agosto.

Preocupa ainda em Minas a situação da tríplice viral (para sarampo, caxumba e rubéola), que até agora soma 79,13% de cobertura, enquanto deve chegar ao mínimo de 95%. “Esperamos aumentar esse número, mas, muito provavelmente não vamos bater a meta”, afirma a diretora da SES.

 

Texto: Ascom Ituiutaba

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