Entrevista Expresso

Entrevista com Flávio Gomide à presidência do UEC

Flávio Gomide aposta na continuidade do futebol e na profissionalização dos departamentos Jurídico e de Marketing

Foto: Divulgação

Flávio Gomide é o candidato da Chapa “Avante Verdão”. Nascido e criado no Uberlândia Esporte Clube, ele é neto do Nilson Gomide, que foi conselheiro do clube de 1964 a 1991. Em nove de janeiro de 2009, Flavio Gomide obteve a transferência do título do seu avô Nilson de conselheiro vitalício, associado patrimonial benemérito. A partir de então, começou a participar do clube mais ativamente. Em 2012, ele foi um dos criadores da Associação “Amo o Verdão”, que tem dado o suporte para o Uberlândia Esporte até os dias de hoje.

Gomide afirmou que a associação foi a que mais conseguiu fundos para ajudar o patrocínio do clube em 2012, na Taça Minas: R$ 52 mil dos R$ 490 mil. Mais de 10% do orçamento. Ele foi presidente da Associação “Amo o Verdão” de 2012 a 2014. Nesse período, também assumiu a pasta de Marketing, na qual exerceu o cargo de diretor de Marketing, desenvolvendo várias ações institucionais, dentre elas uma maior interação com o público infantil, a criação das páginas do UEC nas redes sociais e o desenvolvimento de ações de responsabilidade social no clube.

Entre as ações como diretor de Marketing, Gomide homenageou heróis do passado, como ex-jogadores e ex-dirigentes do clube, o que o credenciou a ser convidado à vice-presidência do UEC. Em 2015, quando assumiu a vice-presidência, sua chapa conseguiu levar o time, que estava há cinco anos na segunda divisão, para a primeira divisão do Campeonato Mineiro. Em 2016, o UEC se manteve na primeira divisão e em 2017 se classificou em sexto lugar, conseguindo uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro, com chances de participar da Copa do Brasil em 2018. Leia abaixo a entrevista que ele concedeu a O JORNAL de Uberlândia.

 Por que o senhor se candidatou à presidência do UEC?

Surgiu uma situação na diretoria em que eu indiquei o Roque Bridi para ser o presidente, por ele ser para mim o nome mais forte para ser o presidente e o nome mais forte do UEC hoje. Ele, por sua vez, me indicou por eu estar no clube desde que nasci e a questão dos valores da minha família junto ao clube. Por fim, conversamos e concordamos que eu encabeçaria a chapa, mas a minha primeira opção era o Roque Bridi como presidente. Então, montamos a chapa comigo, com o Roque Bridi e o Gilmar Pereira na Executiva.

Montamos uma chapa de situação com muita renovação, porque muitos anciões estão se aposentando do clube. Eles disseram que deram a sua contribuição e nós precisamos continuar o processo administrativo de futebol, evoluir a parte de marketing, o departamento Jurídico e ter uma renovação com continuidade do trabalho sólido, arrojado que fez o UEC crescer nos últimos anos.

Na sua avaliação, como está o UEC hoje?

O clube hoje está bem, administrativamente sadio. Agora no mês de outubro o UEC vai quitar todas as dívidas do futebol do campeonato passado, vai começar sem dívidas no futebol.

O UEC cresce de forma sustentável ano a ano. Não adianta prometer que em três anos vai deixar o time na Série A, subir como um foguete e cair depois como um meteoro, como aconteceu com Ipatinga, São Caetano. O objetivo é se manter e aos poucos ir subindo os degraus, crescendo com sustentabilidade para não cair mais. Subir administrativamente, no Jurídico e principalmente no departamento de Futebol, que é o que alegra a torcida.

Quando assumimos ainda tinha muita dívida trabalhista, que foi zerada. O objetivo é a gente continuar com essa administração sólida e de forma progressiva, passo a passo.

Quais as principais propostas da Chapa “Avante Verdão”?

As principais propostas são continuar o departamento de Futebol com o mesmo projeto, tendo o Fabrício Tavares como diretor de Futebol e o Paulo César Catanoce como treinador, que também estão nos apoiando. O Lindomar Tavares, pai do Fabrício, é conselheiro do UEC, na nossa chapa.

Também queremos profissionalizar o departamento Jurídico, que até então tem sido desenvolvido com colaboradores gratuitos, advogados associados do clube. Mas, o que não é remunerado é colaborador, não pode ter cobrança. Então, a ideia é profissionalizar o departamento Jurídico, fazer dele um departamento que esteja girando de forma mais profissional e menos filantrópica.

O departamento de Marketing também deve seguir o ritmo do Jurídico, com uma profissionalização remunerada, para que ele possa continuar rodando sem que seja de forma filantrópica, também para o UEC avançar de forma profissional nesses departamentos.

A escolinha de base também é um dos projetos para jogadores dos 7 aos 14 anos. Nós entendemos que a formação do atleta tem que ser dos 7 aos 20 anos. Então, dos 7 aos 14 nos temos o projeto das escolinhas de base. Caso nossa chapa seja eleita, convidamos o Haender Fernandes Camargos  para ser diretor em um projeto de escolinha de base remunerada com mensalidade para as crianças de Uberlândia da classe média, que têm vontade de jogar no UEC e não têm oportunidade. Então, essa será uma oportunidade para acrescentar a grade de idades e ter um acompanhamento dos 7 aos 20 anos dos atletas de base.

Quais os apoios da sua candidatura?

Temos o apoio do Roque Bridi e do Gilmar Pereira na Executiva. No Deliberativo, o Alessandro Marques deve encabeçar, o Airton Pinhal será o vice, o doutor Jânio Cabral o primeiro secretário e o Lucimar César o segundo secretário. Também temos o apoio dos ex-presidentes do UEC, Mário Milken, Pedro Naves e Mário Borges. Apoio de conselheiros ligados à atual gestão da Prefeitura, como o Antônio Carrijo e o Lione Gargalhone. O Guto Braga vai montar uma chapa de Conselho Fiscal e também está nos apoiando. Estamos com o apoio de um grupo bom que vai nos ajudar na eleição e na administração do clube.

Caso seja eleito, quais serão as ações como presidente nos primeiros dias?

Nos primeiros dias nossas ações terão o objetivo de valorizar o associado do UEC,  da Vila Olímpica, no que tange a conceder os benefícios para recreação deles. Vamos fortalecer a parceria do UEC com as torcidas, fortalecer o projeto institucional com crianças, que é também um projeto em andamento. Fortalecer as escolinhas do UEC e dar continuidade ao trabalho do futebol profissional, que é o centro das atenções do clube.

Vamos ter três anos de muito trabalho e esperamos desenvolver estas ações no começo de forma rápida para mostrar que os objetivos do clube têm que ser alavancados e ter crescimento dia a dia.

Texto: Leonardo Leal

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