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População precisa continuar a economizar água em Uberlândia

Dmae aponta que em uma semana, redução foi de 2%; ideal seria uma economia de 10%

Foto: Comunicação Dmae

A população de Uberlândia atendeu ao apelo do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) e reduziu o consumo de água nos últimos dias, mas ainda não é suficiente. No comparativo das duas semanas que passaram, a queda no consumo foi de 2% e o ideal seria de pelo menos 10%. Por isso, a autarquia reforça: é preciso continuar economizando.

Números do consumo

Na semana do dia 28 de agosto a 4 de setembro, a população uberlandense gastou 537,1 milhões de litros de água. Já na semana de 5 a 12 de setembro foram gastos 527,5 milhões de litros. Uma redução de 2%, equivalente a 10 milhões de litros, o suficiente para abastecer uma cidade do porte de Monte Alegre de Minas por um dia. “A população ouviu ao nosso pedido, só que a economia não é o suficiente. Precisamos do empenho de todos para que continuemos tendo água nas nossas casas, uma vez que ainda não há previsão de chuva para os próximos dias”, disse Sérgio Vieira Attie, diretor-geral do Dmae.

Foto: Comunicação Dmae

Até o momento, apesar da longa estiagem que já ultrapassa os 110 dias sem chuva, o abastecimento de água continua normal no Município. “O alerta que estamos fazendo agora é para evitar que falte água mais para frente. Ainda não estamos com desabastecimento, como visto em algumas cidades na região e no país. Felizmente nós temos uma boa rede de captação e distribuição de água, que permite manter o abastecimento se houver economia”, afirma Sérgio Attie.

Chuva

Ao contrário do ano passado quando houve ocorrência de chuvas em maio, junho, agosto e chuvisco em 12 de setembro (totalizando 151 milímetros), neste ano o último registro de precipitação foi dia 23 de maio. “Durante o inverno, chove muito pouco nesta região, cerca de 50 mm distribuídos em três meses. Esse inverno houve a influência do sistema de alta pressão semipermanente sobre o Atlântico Sul (denominado de Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul) deslocado em direção ao Brasil, contribuindo para inibir a formação de nuvens e chuva. Ele também bloqueou a passagem de frentes frias para o sudeste do país”, explica Camila Bertoletti Carpenedo, coordenadora do Laboratório de Climatologia e Recursos Hídricos do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

De acordo com Carpenedo a partir da primavera, mais exatamente a partir da segunda quinzena de outubro, é que iniciam as chuvas. “São 300 a 400 mm para o período de primavera. A previsão climática por consenso do CPTEC/INPE é de chuva dentro a abaixo da climatologia durante a primavera”, acrescenta.

A umidade relativa do ar está muito baixa. A previsão é que ontem (15) a umidade ficou entre 20 e 30%, o que caracteriza estado de atenção. Essa condição está associada a uma massa de ar seco sobre grande parte do país. Além da baixa umidade relativa do ar, a previsão é de tardes com temperaturas elevadas e ensolaradas.

 

Texto: Secom PMU

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