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A criação do Colégio Estadual

O Gymnasio de Uberabinha, enquanto instituição particular, passou por três diretorias: dos professores Antônio Luiz da Silveira, José Avelino e José Ignácio de Souza. Nenhum deles conseguiu resultados econômicos que os mantivesse. A escola parece não ter oferecido resultados financeiros interessantes aos seus proprietários, tanto que nenhum ficou lá. José Ignácio de Souza afastou-se em setembro de 1928, mas permaneceu à frente da escola até o fim do ano letivo. Em seguida, fundou o Instituto Brasil Central, na confluência das ruas Barão de Camargos e General Osório e Praça Dr. Duarte, para onde transferiu a Escola Normal que mantinha no Gymnasio. O líder da sociedade proprietária do prédio escolar, Carmo Giffoni, mudou-se para Belo Horizonte. Por essa época, a sociedade tinha uma dívida de cem contos de réis e tinha como única renda o aluguel do prédio por seis contos.

O presidente do Estado, Antônio Carlos, veio ao Triângulo Mineiro, com passagem por Uberabinha entre 8 e 9 de outubro. Visitou o ginásio, onde foi inaugurado um retrato seu pintado por Joaquim Gasparino. Durante essa visita o coronel Carneiro se aproximou do secretário Pinheiro Chagas, formando uma amizade alimentada posteriormente por farta correspondência. Carneiro pediu, numa delas, um ginásio oficial para a cidade. Pinheiro Chagas respondeu que se interessaria pelo pedido. Uberabinha passou o acompanhamento do pedido ao senador estadual Camilo Chaves, de Ituiutaba. Ele foi o autor do projeto que criou o Gymnasio oficial.

Camilo chaves defendia no Senado a criação dessa escola enquanto o coronel Carneiro insistia no mesmo objetivo com Pinheiro Chagas. No final de 1928 foi criado esse ginásio e comprado o prédio do Gymnasio de Uberabinha nos inícios de 1929, por 200 contos de réis.

Vendido o prédio, autorizada a funcionar a escola, já em 1929, a sociedade que era sua proprietária encerrou as atividades. Foi primeiro diretor do Gymnasio (que depois mudou seu nome para Colégio Estadual) o promotor de Justiça e diretor do Lyceu de Uberlândia, dr. Mário de Magalhães Porto.

 

Texto: Antônio Pereira da Silva

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