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Enfim vai começar o rock no Rock in Rio

Depois de Maroon 5, Timberlake, Mendes, Sangalo cantando “Imagine”, um bolo e até índio, agora o festival conta com grandes nomes do rock pela frente

Anderson Tissa, autor da coluna “Vida Longa, Baby”.
Imagem: Douglas Luzz

O RiR nem havia começado e já tinha sofrido uma baixa com a cantora Lady Gaga. Sem muito o que fazer, a direção do festival relocou o Maroon 5 para cobrir o buraco deixado por Gaga. Sendo assim, quem foi ao evento no último final de semana pôde assistir Adam Levine e sua banda por duas vezes. Relembrando Bruce Springsteen, na edição de 2013, Levine cantou uma música brasileira e em português. Dessa vez não foi uma canção do Raul Seixas, e sim, de Tom Jobim, a famosa “Garota de Ipanema”. Além de uma ideia batida, ficou mal executado. O segundo show, ok.

O fenômeno Pabblo Vittar, que mora aqui em Uberlândia, foi anunciado de última hora, e também se apresentou duas vezes. Fez um pocket show num espaço de um dos patrocinadores e uma participação no show mornaço da Fergie. Entre as duas, Vittar deu um banho de carisma e conquistou o público. Certamente voltará na próxima edição para um show bem maior. Fergie, never!

Shawn Mendes fez o que lhe foi pedido. Tocou para o maior público de sua carreira e entregou o melhor show do festival até o momento. Ponto para o canadense. Confesso que até poucos dias atrás nunca tinha ouvido falar desse cantor, atualmente um dos mais admirados no mundo. Meu primeiro contato foi ao ler uma matéria sobre o retorno do MTV Unplugged, e o primeiro artista a gravar o retorno seria Mendes. Fui ao Spotify e ouvi suas canções, até gostei. É um pop bem adolescente, ideal para trilhas sonoras de séries como The Vampire Diaries, Teen Wolf, Riverdale ou Pretty Little Liars.

Justin Timberlake se apresentou novamente no evento. Mais do mesmo. Uma líder indígena subiu no palco para protestar a favor da Amazônia no show da Alicia Keys, que colocou a galera para ascender os smartphones. Já não se fazem isqueiros como antes. E teve Gisele Bündchen dando um berreiro e Ivete Sangalo fazendo uma das piores interpretações de “Imagine” da história. Me lembrou Claudia Leitte tocando Led Zeppelin. Haha!

Para não dizer que não teve rock, o Skank e o Frejat, figurinhas carimbadas do festival tocaram seus clássicos e, numa tentativa iludida de reviver os tempos em que o rock era música de protesto, discursaram contra o governo.

Em resumo foi isso. Agora pela frente, espero ouvir mais o som agressivo das guitarras. O line-up ainda conta com grandes nomes do rock e esta semana tem tudo para fazer um pouco de história. Das nacionais ainda teremos os shows de Jota Quest, Capital Inicial, Scalene e Titãs. E tem muito nome gringo de peso por vir: Aerosmith, Def Leppard, Ters For Fears, Alter Bridge, Bon Jovi, The Who, Offspring, Thirty Seconds To Mars, Red Hot Chili Peppers e Guns n’ Roses.

Espero que não me decepcionem.

Criei uma playlist com músicas da turma que vai se apresentar esta semana. Está bem boa para escutar no talo. #PartiuOuvir

Texto: Anderson Tissa

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