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Situação questiona falta de leitos para o SAMU e oposição diz que a implantação é uma continuidade de ações anteriores

Assunto voltou ao debate após prefeitura e UFU anunciarem que não tem condições de implantar o SAMU em Uberlândia

Com as dificuldades apresentadas pela prefeitura e Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia na implantação do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), principalmente no que se refere à questão de leitos hospitalares. O JORNAL de Uberlândia ouviu os vereadores da situação e da oposição sobre o tema. Antônio Carrijo afirmou que antes de se implantar o SAMU é necessário ter hospitais regionais.

Já Silésio Miranda ressaltou que algumas ações já foram tomadas para implantação do serviço e que o prefeito Odelmo deveria dar continuidade ao processo que está em andamento. Confira abaixo a opinião dos vereadores:

Fotos: Denilton Guimarães / CMU

Vereador Antônio Carrijo

“A dificuldade hoje da implantação do SAMU é a questão das quantidades de leitos na cidade de Uberlândia. Porque não adianta o município querer assumir uma responsabilidade que é do governo federal e do Estado. O Município tem feito sua parte.

“Então, precisa realmente da parceria da prefeitura, do Estado. O mais importante é que o Governo do Estado construa hospitais regionais, uma vez que Uberlândia não pode mais assumir a responsabilidade de atender toda a região. Nós precisamos que os outros municípios também façam a parte deles.

“Sem ter leitos não adianta criar SAMU. Para quê vai criar o SAMU se antes precisa de leitos, não tem como. O primeiro passo é implantar hospitais regionais e criar uma quantidade de  leitos suficientes para que esse serviço possa funcionar. Entretanto, desde janeiro o Estado não enviou nenhum repasse para o hospital municipal”.

 

Foto: Divulgação

Vereador Silésio Miranda

“Várias ações foram praticadas para a implantação do SAMU como a reforma dos centros da região. As ambulâncias já vieram para cá. É um processo que continua.

“O prefeito Odelmo tem que entender, que administrar uma cidade é como uma corrida de revezamento. Você passa o bastão e a corrida continua. Ele tem que parar com essa coisa do que ele gosta e do que ele não gosta, o que faz e o que não faz.

“O SAMU vai ajudar na questão da quantidade de leitos, porque muitos atendimentos que o SAMU faz, às vezes, a pessoa nem vai precisa ocupar um leito. A Ambulância de socorro já é um leito móvel. Os tipos de socorro já são solucionados na própria ambulância. Ele está falando somente de uma das coisas que o SAMU resolve”.

 

Texto: Leonardo Leal

 

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