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Já tivemos os caras-pintadas, em 2018 vamos ter os caras de pau

Foto: Pixabay

O Brasil não é deles, não é das pessoas que fazem as coisas apenas pensando em si. Podemos dividir os brasileiros em três grupos: os que vencem pelo trabalho, os que vencem por malandragem e, do primeiro grupo, temos parte que atua no comunitário.

O que aconteceu nos últimos anos, podemos dizer que é um mal necessário. Delegamos demais o cuidar do coletivo para um grupo pequeno, e estes, por ficarem muito tempo no poder, começaram a transformar a coisa pública em coisa deles, algo semelhante à máfia.

O importante é aprendermos com os acertos e principalmente com os erros. Ninguém está dispensado de analisar o que está acontecendo, porque a bandalheira não para, é uma novela de escândalos, cada dia um capítulo, só que não é ficção. Estamos pagando um preço muito alto. Os recursos foram desviados de setores essenciais, coisa que talvez os piores bandidos comuns teriam dúvida em fazer. Como o da saúde, que está comprometendo hospitais, onde faltam comida e oxigênio; além de crianças ficando sem escolas e um número significativo da população, sem emprego.

A Rede Globo apresentou os desvios na construção dos estádios para a Copa de 2014, no governo Lula; do outro lado, as obras das universidades interrompidas, salários de professores defasados e atrasados, laboratórios fechados, alunos sem condições de estudar, quando o slogan foi “Brasil, Pátria Educadora”, lançado pela presidente Dilma Rousseff.

Em Minas, Aécio e Pimentel citados em inquéritos; em São Paulo, as principais lideranças. A lista aumenta a cada dia, os principais caciques da maioria dos partidos na mira do Ministério Público ou da Lava Jato e, no ponto mais alto da crise, o Procurador-Geral entra em uma armadilha, dando oportunidade para os envolvidos utilizarem-no como porta de saída.

Onde fica a maioria da população brasileira? Onde estão as lideranças que não estão envolvidas? Por que não ouvimos suas vozes, visualizamos suas atitudes? Como será a eleição em 2018? Em quem vamos votar para presidente, governador, senadores e deputados? Já tivemos os caras-pintadas, em 2018 vamos ter os caras de pau.

 

Editorial – O JORNAL de Uberlândia

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