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Faltam 728 dias para o próximo RiR

Axl Rose ainda está nos planos de Medina? Quem serão os headliners de 2019?

Anderson Tissa, autor da coluna “Vida Longa, Baby”.
Imagem: Douglas Luzz

Minha estreia no festival aconteceu somente este ano, na 7º edição do evento no Brasil. Diferente de mim, durante todos esses anos, muita gente deu as caras por mais de uma vez no RiR. E não estou falando apenas do público, mas também das bandas. O Guns n’ Roses, por exemplo, se apresentou pela quarta vez no Rio de Janeiro. Já o The Who tocou pela 1ª vez no país no último sábado, e logo dentro do festival.

O guitarrista “fuck, fuck, fuck”, Pete Townshend, do Who, com 72 anos, e mesmo Axl Rose, com atuais 55, podem ter se despedido do festival no Rio. Townshend mostrou muita energia em seu show o que o credencia para ainda se apresentar daqui a dois anos. Mick Jagger está com 74 e esbanjando vigor, por que Townshend não? A questão é se até lá a banda vai estar na ativa e se ainda estará nos planos de Medina.

Quase duas décadas mais novo Axl pode estar descartado não pela idade, mas sim por sua performance vocal. Em 1991, quando se apresentou pela 1ª vez no RiR, o líder do GnR cantava assim, e agora sua voz está desta maneira. Pode crer que mudou muito. E pra pior, bem pior. O que é uma pena, porque a banda está redondaça. Axl precisa se reinventar para voltar a ter crédito. É claro que ele sempre será um ídolo do rock, mas faz tempo que não surpreende com o Guns.

Eu mesmo me pego em contradição, porque fiquei extasiado com o show. Ver os caras era um sonho de garoto. Arrepiei durante muitos momentos da apresentação e quase chorei quando começaram com It’s So Easy. Sei que minha emoção é totalmente irracional e tenho que admitir que Axl não mandou bem vocalmente, porém, façamos justiça, sua presença de palco, carisma e atitude, continuam impecáveis.

Axl precisa entender que apesar da fidelidade de seus fãs, é preciso entregar o produto. Nunca mais veremos o Axl dos anos 80/90, até porque é impossível. O que é totalmente possível é sua adaptação dentro de sua atual realidade. Abaixar o tom e buscar outras alternativas podem garantir o Guns na lista dos headliners daqui a dois anos ou até mesmo em outras edições, tanto no Brasil quanto fora.

O Red Hot Chili Peppers ainda vai construir muita história no festival. Além de ser uma das bandas queridinhas do dono do evento, os caras esbanjam juventude e são juntos, talvez, a banda mais entrosada do mundo. Certamente voltarão.

Se não acabar, o Aerosmith pode sim voltar. A banda mandou bem no festival, mas anunciou que esta pode ser a última turnê no Brasil. Alice Cooper, Offspring e até mesmo o Thirty Second to Mars podem voltar. Assim como nomes de festivais passados, como o Metallica e Iron Maiden. Mas o legal seria trazer bandas que ainda não se apresentaram no RiR no Brasil (assunto tratado aqui).

Bom, ainda faltam dois anos para mais uma edição do RiR, muito tempo para aparecer uma nova banda, ressurgir outra e para Medina pensar direito em como montar seu próximo lineup.

E pra você, quais seriam as headliners do RiR 2019? Enquanto conta pra gente nos comentários às bandas que gostaria assistir no festival, dê play, aumente o volume e curta essa playlist com as possíveis bandas principais do próximo RiR.

Antes de dar tchau

Viu o Zak Starkey, batera do The Who e filho do ex-Beatle Ringo Starr, dar uma canja com a Beach Combers na praia de Ipanema? Se ainda não, se liga.

E agora o Luan Santana cismou de tocar metal. Aff! Vai lá, fera.

 

Texto: Anderson Tissa

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