Entrevista Expresso Foco

Chico Humberto avalia o contexto político atual

Chico Humberto foi deputado federal constituinte por Minas Gerais no período de 1987 a 1991 e posteriormente vice-prefeito de Uberlândia

Foto: Divulgação

O JORNAL de Uberlândia entrevista o médico e ex-deputado federal Francisco Humberto de Freitas Azevedo. Para a sua cidade, onde cresceu e para a qual prestou relevantes serviços, é o amigo Chico Humberto.

Morando em Brasília desde 2005, tem atuado na área da saúde onde desenvolve uma medicina integrativa funcional no Instituto de Medicina Biológica. Também é autor do livro: Nutrologia essencial contra o Câncer, uma doença metabólica.

Chico Humberto foi deputado federal constituinte por Minas Gerais no período de 1987 a 1991 e posteriormente vice-prefeito de Uberlândia. Na entrevista, ele critica a criação de um fundo para campanhas, fala sobre o contexto político atual e a redução de representantes de Uberlândia no Legislativo federal.

Como está sua vida em Brasília?

Estou bem. Trabalhando muito. Trouxe meu Instituto de Medicina Biológica para Brasília para atender melhor meus pacientes.

Importei vários aparelhos de eletromagnetismo, eletromedicina e de ONCOTHERMIA para tratar e combater o Câncer, e me dedico integralmente aos meus pacientes.

Fale um pouco do seu livro: a quem é direcionado, o que o motivou a escrevê-lo?

O livro: “Nutrologia essencial contra O CÂNCER, uma doença metabólica” é dirigido ao público em geral e a todos aqueles que estiverem preocupados com a obtenção e a manutenção da saúde, mas principalmente ao paciente portador de Neoplasias.

O que abordamos com ênfase nesta obra é a conscientização para que cada pessoa possa estar atenta aos perigos da alimentação moderna.

Você foi deputado federal constituinte em 1986 pelo PDT, vice-prefeito de Virgílio Galassi, uma esperança para o processo sucessório da cidade e do Estado. Por que parou?

Eu me coloquei à disposição dos eleitores e por três vezes fui preterido, não obtive o resultado desejado, não consegui minha eleição. Entendi bem o recado das urnas e vi que o povo não me queria.

Como fazia política com meu dinheiro, nunca pedi nada a ninguém, e as campanhas cada vez mais caras, ficou difícil pra mim. Gastava somente o meu capital, do meu patrimônio. Nunca dependi de qualquer financiamento externo. Fica difícil, desigual, enfrentar ou fazer política com aqueles que têm financiamento externo.

Por isso sou contra Fundo Partidário com o dinheiro público. Cada candidato deve gastar o seu. Afinal, não é ele o único beneficiado com o mandato quando se elege? Por que gastar o dinheiro do nosso imposto, que poderia estar na construção de escolas e hospitais, com campanhas de pessoas que são meus adversários e com quem não tenho a menor afinidade político-ideológica?

Por que nós, que pagamos impostos, temos que ser penalizados com a vaidade de estranhos, com candidatos de si mesmo, gente que eu nunca vi e que nunca vai fazer nada para o bem coletivo? Sem proposta.

Parei também porque a política na atualidade virou projeto pessoal de poder. Discursos e propostas mentirosas de campanhas caríssimas, mas práticas obscenas de larápios eleitos à custa de empresários salafrários e covardes que querem seus dividendos.

Não temos mais os partidos políticos. Temos verdadeiras organizações criminosas chamadas ORCRIMs e especializadas em tirar algum, ou tudo que puderem, das instituições que administram. Achacando à luz do dia, sem o menor pudor, a “coisa pública”.

E quando pegos com a boca na botija, negam e choram copiosamente, como se arrependidos estivessem. Teatro puro. Pantomima.

E continuam roubando nas malas e nas cuecas e nos jatinhos. Não param nunca.

A isso estamos assistindo em todas as esferas de poder, quer seja federal, estadual e municipal.

Parei porque recebi do meu pai, Afrânio Francisco Azevedo, um nome honrado e quero e tenho a honra de deixar para meus filhos e netos.

Hoje, os políticos que são honestos – e ainda existem muitos – estão sendo enxovalhados e jogados na vala comum da corrupção, porque quem cala, consente.

Quando você foi deputado, Uberlândia tinha quatro federais. Hoje, apesar de ter o dobro de eleitores, conta com dois. O que aconteceu, na sua opinião?

Uberlândia está pagando o preço da propaganda feita em revistas nacionais para divulgar a vaidade de seus administradores. Cresceu muito e virou metrópole rapidamente e o cidadão que veio de fora, que transferiu seu título de eleitor, continuou votando em seus candidatos de origem. A cidade ganhou em habitantes, mas perdeu em densidade eleitoral.

Além do que, seus caciques políticos não abrem espaço para novas lideranças. Aqui, como em todo o País e em todos os partidos, você tem os “donos”. E são sempre os mesmos, não mudam.

Isso faz com que você tenha cada vez menor representatividade política. E menor apelo político: o discurso não muda. E, como é tudo somente pelo poder… cai na mesmice.

Como você avalia a política de forma geral?

A política, eu pergunto: qual?

A nossa imprensa tem divulgado a cada dia uma nova falcatrua, grandes jogadas de interesse financeiro para o enriquecimento pessoal e familiar.

A formação de verdadeiras quadrilhas em todos os poderes para se locupletar do dinheiro público. A tentativa de implantar no País o “socialismo bolivariano”. De impor aqui, goela abaixo, o que ficou prometido no chamado “Foro de São Paulo”.

Por sorte nossa não conseguiram e a Venezuela veio como uma luva mostrar e conscientizar o povo, do atraso que representam os governos totalitários.

Mas, acredito que o Brasil é maior e mais poderoso do que toda essa gente ambiciosa do poder pelo poder e sairemos mais fortalecidos como Nação, depois desta Lava Jato. Nossa bandeira jamais será vermelha. Todo apoio a Sérgio Moro.

 

Texto: Redação

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