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Pesquisa do Índice de Infestação do Aedes será finalizada hoje (6)

Profissionais no CCZ visitarão 20% dos imóveis de cada bairro da cidade

Foto: Araípedes Luz/SecomPmu

Os profissionais do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia encerram nesta sexta-feira (6), a primeira parte do Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa). Mais de 150 agentes visitaram todos os bairros e distritos de Uberlândia para coletar os dados necessários para a pesquisa. O material obtido nos três dias será tabulado e divulgado posteriormente.

Os indicadores são uma importante ferramenta para detectar os locais com focos de reprodução do mosquito e quais os tipos de criadouros mais encontrados, segundo o coordenador do Programa de Controle da Dengue, José Humberto Arruda. “A pesquisa serve de termômetro para definir as ações de combate. Além disso, a análise feita nesta época é essencial para que possamos sentir o reflexo do trabalho realizado desde o início do ano. Também é importante para nortear e delinear estratégias capazes de fazer com que as ações sejam mais eficazes nos próximos meses, principalmente pelo início do período chuvoso”, explicou o coordenador.

Identificação e segurança

Arruda ressaltou ainda que todos os agentes do CCZ trabalham uniformizados – boné e colete azul, com a logomarca da Prefeitura de Uberlândia e do Centro de Controle de Zoonoses – e devidamente identificados com o crachá, onde constam nome e foto do funcionário. “Mesmo diante de um agente uniformizado, se o morador tiver dúvida, ele pode ligar no Centro de Controle de Zoonoses, que vamos verificar a informação, pois sabemos quais estão nas ruas a trabalho”, reforçou Arruda.

Balanço positivo

Todo o trabalho desenvolvido pelo Programa de Controle da Dengue nos primeiros seis meses do ano proporcionou uma queda de 82% nos casos das doenças transmitidas pelo Aedes (dengue, chikungunya e zika vírus). No mesmo período em 2016, eram 9.249 casos confirmados das doenças. Já em 2017, o município registrou 1.645 casos.

A queda de notificações, conforme explicou Arruda,é reflexo do envolvimento de todos. “Além do trabalho do CCZ, tivemos apoio de empresas, associação de moradores, instituições diversas, da população em geral, bem como da participação efetiva da Atenção Primária, com os agentes comunitários de saúde. Precisamos continuar com essa conscientização para evitarmos novos casos”.

Ações do CCZ:

ü         Além do trabalho diário de eliminação de focos pelos agentes do CCZ, uma das ações que fizeram com que notificações as diminuíssem foi a retomada da ação de bloqueio, logo em janeiro;

ü         O CCZ também reestruturou o trabalho em pontos estratégicos, como visitas quinzenais aos ferros-velhos e a coleta de pneus nas borracharias da cidade;

ü         Realizou no início do ano o descarte ambientalmente correto de 43 mil pneus que estavam depositados de forma inadequada no Ecoponto do Distrito Industrial;

ü          Com o trabalho permanente, no final de junho contabilizou 120 mil pneus recolhidos nas mais de 600 borracharias cadastradas pela SMS;

ü         Em parceria com as imobiliárias, realizou ações preventivas contra o Aedes nos imóveis que estão fechados para aluguel ou venda;

ü         Nos locais que não podem ser tratados com remédios, como piscinas, fontes, tanques de decantação e outros, as equipes do CCZ fazem o acompanhamento e inserção do peixe lebiste, que é a melhor solução para eliminação das larvas do Aedes;

ü         Também foram colocadas pedras de ardósia em caixas d’água sem tampa. A ação elimina em definitivo um criadouro em potencial.

 

Texto: Secom PMU

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