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Furacão Nate perde força nos EUA e vira tempestade tropical

Nate causou inundações e cortes de energia, que podem continuar por até uma semana.

Foto: Divulgação

Nate perdeu força e foi rebaixado para tempestade tropical na manhã deste domingo (8) quando avançava para o interior do sul dos Estados Unidos, onde chegou na noite de sábado (7) após ter matado 31 pessoas na América Central.

Na costa sul americana, Nate causou inundações e cortes de energia, que podem continuar por até uma semana. É o terceiro furacão a atingir a região nos últimos dois meses.

Mais de 100 mil pessoas ficaram sem eletricidade devido aos efeitos de Nate, que, antes de ser rebaixado para uma tempestade tropical, atingiu duas vezes o sul dos EUA: primeiro em Louisiana no sábado à noite e a costa do Mississippi na madrugada deste domingo.

O Centro Nacional de Furacões (NHC) informou que, às 6h (de Brasília), a tempestade tinha ventos máximos de 113 km/h. Espera-se um “enfraquecimento rápido” do fenômeno, ressaltou o NHC sobre Nate, que se movia a cerca de 37 km/h em direção ao interior dos Estados do Mississippi e do Alabama.

O PIOR JÁ PASSOU
No entanto o NHC havia avisado que “a combinação de uma tempestade perigosa e a maré causará inundações nas áreas normalmente secas da costa”.

Algumas dessas localidades sofreram inundações de até 2,5 metros, e a tempestade deverá produzir até 25,4 centímetros de chuva, de acordo com o NHC.

No Alabama, o prefeito de Dauphin Island, Jeff Collier, disse que, aparentemente, a grande maioria dos moradores decidiu passar a tempestade dentro de casa.

“Tivemos algumas casas inundadas, muitos veículos, coisas do tipo (…) mas não há relatos de vítimas”, afirmou à CNN. “Felizmente, posso dizer que o pior já passou”, acrescentou.

A governadora do Alabama, Kay Ivey, pediu ao presidente Donald Trump que emitisse uma declaração de emergência “para garantir todos os recursos possíveis para responder” a Nate.

Trump já havia sinalizado com a ajuda federal para ajudar a mitigar o impacto da tempestade na Louisiana e no Mississippi.

Já Nova Orleans, que foi devastada pelo furacão Katrina em 2005 -que deixou 1.800 mortos-, parece ter escapado da fúria de Nate.

A prefeitura até retirou o toque de recolher, que fora adotado como uma medida preventiva, observando que o alerta de furacões para a cidade havia terminado.

À medida que a tempestade se aproximava, abrigos foram colocados à disposição para as pessoas que se retiraram das áreas propensas a inundações.

Juanita Stoval, de 57 anos, estocou um pouco de comida, mas disse que tinha o essencial: “Tenho lanternas e um rádio a pilhas. Também tenho velas e jogos”.

De acordo com as autoridades, os outros poderosos furacões que atingiram recentemente a região ajudaram a tornar os trabalhos de espera do Nate mais simples porque os oficiais e a população já estavam preparados.
Nova Orleans melhorou seus sistemas de contenção após o devastador Katrina, mas o governo advertiu que isso não eliminou o risco de inundações.

VÍTIMAS
O sudeste dos Estados Unidos foi atingido duramente em agosto por dois furacões: o Harvey, que deixou mais de 70 mortos, e o Irma, que provocou 12 mortes na Flórida.

Outra tormenta poderosa, o furacão Maria, devastou parte do Caribe no fim de setembro, incluindo Dominica e Porto Rico, território americano.

Ao contrário do Harvey, que despejou uma quantidade recorde de chuva sobre o Texas durante uma semana, a passagem do Nate deve ser mais rápida. Ainda assim, advertiu o governador de Louisiana, John Bel Edwards, pode haver danos. “A qualquer pessoa que esteja nas zonas baixas (…) estamos pedido que se prepare agora”, declarou.
No vizinho Mississippi, formavam-se filas em postos de gasolina de áreas na rota do furacão Nate. Plataformas de petróleo e gás, numerosas no Golfo do México, foram esvaziadas para a passagem do furacão.

TEMPORADA INTENSA
Costa Rica, Nicarágua e Honduras, países mais atingidos pelo Nate quando ainda era uma tempestade tropical, começavam a calcular os danos, no momento em que a chuva parece dar uma trégua.

O fenômeno deixou 16 mortos na Nicarágua, 10 na Costa Rica e três em Honduras, segundo autoridades.
Na Costa Rica, mais de 5.000 pessoas se abrigaram em instalações provisórias, enquanto as equipes de socorro buscavam mais de 30 desaparecidos.

El Salvador registrou neste sábado (7) duas mortes em consequência do Nate: uma pessoa atingida por um deslizamento de terra, e outra, arrastada por um rio.

Anualmente, de junho a novembro, América Central, Caribe, México e o sudeste dos Estados Unidos enfrentam a temporada de furacões, que, em 2017, vem sendo especialmente intensa.

Texto: Folhapress

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