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Dia do Atletismo é comemorado hoje (9)

Corredores de equipes da Futel têm se destacado em diversas competições

Foto: Comunicação/Futel

O Dia do Atletismo é comemorado anualmente no dia 9 de outubro. A data homenageia uma das práticas esportivas mais antigas do mundo, considerada esporte-base (por utilizar movimentos primários, como corrida, salto e lançamentos). Compreendendo a importância desta categoria olímpica, a Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer (Futel) implantou, desde o início do ano, a modalidade em todos os poliesportivos, totalizando hoje em cerca de 1.400 alunos praticantes.

Novato na modalidade

Depois de passar por esportes coletivos como futebol, vôlei e handebol, foi no atletismo que o paraibano Antônio Lucas Felix se encontrou. “Por ser um esporte individual, o desafio de superação é diário. Sou sempre eu lutando contra os meus limites, as minhas marcas. Você só depende de você e, por isso, é preciso muito foco e determinação para crescer no esporte”, conta o jovem de 19 anos.

É este o sonho de Antônio: crescer no esporte. A expectativa é de um dia competir junto à elite, em provas como ‘São Silvestre’ e as mais importantes maratonas do mundo. “Me espelho muito no Marílson Gomes, corredor especialista em maratonas. Ele é um exemplo para mim, dentro e fora das pistas”, revela. Em busca desse sonho, atualmente, o atleta treina cinco vezes por semana por meio do projeto Profesp/Segundo Tempo, desenvolvido pelo 36º BIMtz em parceria com a Futel.

Mesmo estando há pouco tempo no universo da corrida, Antônio Lucas já possui conquistas. Na última prova que participou, a ‘Alferes Run’, organizada pela Futel e 9ª RPM, o atleta ficou em primeiro lugar em sua categoria, concluindo os 7 km de subidas sinuosas em pouco mais de 27 minutos. “Ter um bom técnico, um espaço adequado de treino e pessoas que te incentivam é essencial para a evolução dentro do esporte”, conclui.

Atletismo muda vidas

Outro praticante de destaque na modalidade é Rodrigo Parreira, uma daquelas pessoas que mostram que os obstáculos aparecem para ser vencidos. Ainda recém-nascido, o goiano foi diagnosticado com paralisia cerebral e teve os dias de vida contados. Na contramão da revelação, a família mudou-se para Uberlândia em busca de tratamento. A partir de então, Rodrigo recebe acompanhamento médico periódico, incluindo o trabalho de reabilitação motora e fonoaudiologia. No entanto, foi no esporte que o rumo de sua vida mudou.

Passou por todas as modalidades de quadra, mas não se encontrou. Em 2013, Rodrigo conheceu o atletismo. De lá para cá, vem conquistando cada vez mais espaço no cenário paralímpico. “Disseram que eu não iria andar e que dependeria da minha mãe para tudo. Só que isso não aconteceu. O atletismo mudou a minha vida. Eu espero ainda ter muitas vitórias com o esporte”, comenta o atleta paralímpico, que conquistou três medalhas no último Campeonato Mundial de Atletismo, no mês de julho.

 

Texto: Secom  PMU

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