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Aumento no preço de medicamentos leva IPC a registrar 0,04% em setembro

Índice divulgado pelo CEPES nesta quarta-feira (11), não apontou variações significativas

Foto: Leonardo Leal

O aumento dos produtos farmacêuticos em média de 4,47% e do gás de cozinha de 6,04% foram os responsáveis pela alta de 0,04% do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de setembro. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (11) pelo CEPES – UFU (Centro de Pesquisas Econômico-Sociais do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia). Embora a elevação do gás de cozinha tenha sido maior que os produtos farmacêuticos, o impacto dele é de 0,60 p.p. (pontos percentuais) na composição do IPC, enquanto os medicamentos têm impacto de 1,63 p.p.

O índice é composto por nove grupos, entre eles saúde e cuidados pessoais que registrou a maior alta, 1,79%, seguido por habitação 0,47%. Os outros grupos tiveram variação negativa. Vestuário, por exemplo, registrou deflação de, -0,62% e alimentação e bebidas, – 0,27%.

De acordo com o economista do Cepes, Álvaro Fonseca, não houve nada significativo em setembro. “Houve um aumento nos produtos farmacêuticos e uma redução da energia elétrica”.
Segundo Fonseca, a desaceleração se deve a uma redução do consumo. Ele lembrou que o grupo dos produtos alimentícios vêm registrando queda nos preços há alguns meses. “Estamos no período de seca, a carne e o leite têm registrado queda em seus preços, o que não é comum”, afirmou.

Em comparação com o mês anterior, o IPC registrou uma desaceleração de 0,20p.p., uma vez que a inflação de agosto foi de 0,24%. Apesar da desaceleração, o economista disse acreditar que nos próximos meses, o índice deve registrar alta e um dos fatores para isso é a mudança na bandeira da cobrança da conta de energia.

Cesta Básica
O CEPES-UFU também divulgou nesta quarta-feira (11), o valor da cesta básica composta por 13 itens alimentícios. Ela teve uma redução no valor de -0,16% e passou de R$ 344,04 em agosto para 343,50 em setembro. Os itens que tiveram variação negativa foram leite (-7,75%), batata (-4,74%) e açúcar (-2,79%). Já o feijão registrou alta de 4,57%, seguido pela banana 4,44% e a farinha de trigo 3,80%.

Texto: Leonardo Leal

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