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Planejamento para as pequenas e médias empresas

É importante mostrar que o planejamento pode ser iniciado com um modelo simples e ampliado de acordo com o crescimento da empresa.

Hélio Mendes é professor e consultor de Planejamento Estratégico e Gestão. Foto: Divulgação

Muito se escreve sobre o planejamento para as grandes empresas e muito pouco para as pequenas e médias, apesar disso no Brasil temos instituições que fazem um belíssimo trabalho para as pequenas, mas de forma geral pela pequena capacidade de receber contribuições não adotam muitas ferramentas de gestão.

O pequeno empresário alega não ter tempo, equipe e poucos recursos, mas é um vencedor, ou melhor, se verificarmos as estatísticas este é na verdade um herói, em razão da alta taxa de mortalidade de empresas pequenas. Mas como implantar um modelo um pouco formal de planejamento, respeitando todas estas características e limitações? È necessário mostrar a importância de um processo democrático de gestão, demonstrar que a sua equipe vai ter melhor desempenho e mais comprometimento se tiver conhecimento e participar da construção do futuro da empresa. O que é possível se não forem meros executores, se participarem da parte intelectual do negócio por mais simples que sejam os produtos e serviços.

É importante mostrar que o planejamento pode ser iniciado com um modelo simples e ampliado de acordo com o crescimento da empresa. A regra é abrir de forma gradual os números que se encontram em “sigilo” para os funcionários, para que se possa contribuir de forma ampla. O planejamento não acaba com as incertezas e com os riscos, mas diminui e amplia o leque de oportunidades. O próprio exercício de se planejar de forma democrática contribui com o crescimento da equipe e com a formação de uma base para o crescimento da empresa.

O planejamento permite iniciar um processo de pensar de forma integrada e contínua a empresa e aumenta a viabilidade e a participação dos envolvidos. Hoje é normal envolver os fornecedores e clientes estratégicos no planejamento.

Para que possa, de fato, acontecer o planejamento é necessário começar gerando uma versão simples e democrática. Pode-se começar respondendo a algumas questões, como: 1- Como está minha empresa hoje? 2- Como poderá estar desde um ano a cinco, já considerando algumas mudanças? 3- O que tenho que fazer para adequar e assegurar esta situação se ela for ou não favorável? 4- Quem serão meus clientes, concorrentes, produtos, e serviços neste horizonte? 5- De que recursos vou precisar? 6- A gestão suporta esta caminhada? Estas respostas vão formar um texto que deve ser revisto e ampliado todo mês com a participação dos funcionários que no inicio não vão contribuir muito, mas o farão crescer se participarem.

O planejamento há muito não é mais uma ferramenta estática. É hoje um processo extremamente dinâmico, que obriga estar sempre olhando para o ambiente externo e adequando o interno, assim como avaliar passo a passo os resultados obtidos. O planejamento por si é um instrumento de crescimento não só do negócio, mas de todos os envolvidos.

E o melhor, o planejamento não rouba tempo e nem é complicado, mas com certeza traz segurança e base para o crescimento da equipe e da empresa.

 

Texto: Hélio Mendes
Prof. e Consultor de Planejamento Estratégico e Gestão

 

 

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