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Até quando o Judiciário vai conseguir?

Quando o Poder Judiciário é notícia diária, especialmente a Corte Suprema, temos um sério problema de desgoverno.

Foto: Sebastião Barbosa

Não é por acaso que, ora ou outra, o alto escalão das Forças Armadas tem um porta-voz para anunciar que “estão de olho”.

Lógico, onde não se consegue ordem pela administração séria e honesta, abre-se uma porta para o exercício do poder à força, último sinal de intolerância que parte do próprio anseio de todos nós cidadãos de bem, legítimas vítimas de toda essa insegurança institucional e da consequente violência cotidiana.

Esta situação se depara com a prerrogativa dos juizes, de serem os ÚNICOS, em todo o País, que podem MANDAR aplicar a Lei,  por meio do devido processo legal, ou seja, a exclusividade do Estado/Judiciário – monopólio jurisdicional – em administrar a Justiça traz agora, neste momento da maior crise vivida no Brasil, reflexos de altíssima importância.

Todo o trabalho da Polícia, do Ministério Público, da Advocacia pública e particular, OBRIGATORIAMENTE, deve ser analisado pelo Poder Judiciário, para obterem o comando legal da sentença.

Mas, nos últimos anos, os juízes passaram a julgar – de certa forma inédita – políticos e apêndices (leia-se: empresários corruptos, assessores, doleiros, nomeados, etc…)

Em todos os níveis, desde o pequeno fórum, na mais pacata cidade do sertão brasileiro, até a cidade palaciana de Brasília.

Como pode uma Cidade, um Estado, um País, ser regido por MANDADOS JUDICIAIS?

Vejam que é isso que está acontecendo a toda hora! É vereador preso, prefeita cassada, fiscal afastado, conselheiro de Tribunal de Contas impedido, governador processado, deputado incriminado, ministro deposto, senador suspenso…

Decorrentes desse quadro grave, temos os efeitos colaterais: aumento da violência doméstica, do consumo de álcool e drogas, de pacientes na rede pública de saúde, de acidentes de carro, de desempregados, de divórcios, de quebra de empresas e tudo mais que vivenciamos em nossas realidades particulares.

Todos esses “sintomas” sociais vão parar no Poder Judiciário.

Então, respondendo à pergunta do tema: o Judiciário não vai conseguir suprir o desgoverno muito tempo. Estamos prestes a chegar ao pior colapso político de DESMANDO dos Poderes Executivo e Legislativo.

Como exemplo, basta observar bem a posição do Senado Federal no caso do Aécio Neves: a cúpula (poderia dizer também corja sem perder o real significado) tenta “blindar” uma conduta ilegal, corrupta e o pior, destemida, pois ocorreu posteriormente a toda a ofensiva da “Lava Jato” contra a corrupção, demonstrando NENHUM RESPEITO às ordens recentes do Poder Judiciário.

Chegam ao ponto de afrontar o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, ao levar à discussão se devem ou não cumpri-la.

Outro caso para exemplificar é a situação do Rio de Janeiro: após o Executivo e o Legislativo perderem a guerra, sobrou para o Judiciário, que foi vencido – já não consegue – tentam, com o Exército, impor à força.

Talvez seja por este caos geral que as propostas de Jair Bolsonaro começam a ganhar respaldo e as pesquisas já indicam 16% de índice de intenção de votos para o primeiro turno de eleição para presidente da República.

O principal sentido da crise de uma nação é a mudança que ela provoca. Todos, insatisfeitos ao mesmo tempo, procuram uma “saída”.

Neste caso, “todo” o Poder Judiciário está insatisfeito, por servir como baluarte da República, sem apoio e sem respeito dos líderes compatriotas.

Esperamos que os PRÓPRIOS juízes, na iminência da sucumbência, possam pedir “reforço à segurança” para proteger as antessalas dos gabinetes forenses.

Para quem sabe ler, um pingo é um pingo!

 

Texto: Sebastião Barbosa e Silva Junior

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1 comentário

  1. O bolosonaro não e a saída para a crise que asola o Pais ele e a entrada para o inferno.

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