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A diferença do uberlandense

Foto: Divulgação

O professor Oswaldo Vieira Gonçalves (Vadico) estava em Belo Horizonte, na Avenida Afonso Pena, próximo à Praça Sete de Setembro. Entrou numa loja de calçados, examinou a vitrine e dirigiu-se a um vendedor.

– Deixa eu ver aquele par de sapatos.

O vendedor trouxe.

O professor examinou. Sentou-se, experimentou. Serviu.

– Pode embrulhar.

Feito o embrulho, o professor puxou da carteira.

– Quanto é?

Dado o preço, o professor pagou e dispôs-se a retirar-se.

O vendedor interpelou-o:

– O senhor me desculpe, mas me diga uma coisa: o senhor é de Uberlândia?

O professor olhou-o espantado e curioso, com a pergunta que parecia uma adivinhação.

– Sou. Como é que você sabe disso?

– Muito simples. Só o mineiro de Uberlândia é que chega, pede pra ver, experimenta, mandar embrulhar e só depois pergunta o preço. O resto dos mineiros, primeiro, quer saber o preço.

 

Texto: Antônio Pereira

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