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O perfil que o mercado exige

Há uma grande preocupação hoje em discutir o perfil ideal. Antes era muito fácil, hoje não. Por quê?

Hélio Mendes é professor e consultor de Planejamento Estratégico e Gestão. Foto: Divulgação

Ate o final dos anos oitenta, toda empresa tinha um manual onde estava discriminado o que cada funcionário deveria fazer. Este manual funcionava na maioria das empresas. Por que hoje não funciona? O ambiente empresarial mudou. A empresa era um sistema fechado. Sofria muito pouca influencia do ambiente externo. Os fornecedores, clientes, concorrentes, eram em pequeno número e os serviços ou produtos oferecidos tinham um longo ciclo de vida. As empresas não mudavam.

Hoje, estamos vivendo em um mundo mais globalizado. As empresas possuem mais opção de fornecedores. Os clientes são mais exigentes. A concorrência é global. E um dos fatores que mais contribuíram foi a tecnologia, facilitando relação das atividades empresarias. Está mudando até o papel dos governos. É bem visível, quando nós analisamos a formação dos grandes blocos econômicos e as fusões e alianças que acontece em todas as atividades.

O governo foi o grande empreendedor durante muito tempo. Tivemos até países com economia fechada e planificada. Hoje, a grande discussão é como quebrar as barreiras, e liderar com responsabilidade os mercados. Estamos vivendo a era da desregulamentação, da comunicação.

As universidades no mundo todo discutem como atender este mercado, que rompe paradigmas a todo momento. Como formar o aluno para atender este novo mundo. A adversidade é tamanha, que supera até os mais preparados. Acredito que os dois requisitos principais hoje é o da modéstia combinada com o arrojo. Dois fatores antes antagônicos.

Modéstia, para aceitar que temos que aprender com todos, o presidente da empresa saber colher informação e aceitar de pessoas que antes de forma pejorativa era denominado “peão”, eram separados por vários níveis de hierarquia, hoje esta mudando.

Arrojo, que hoje foi ampliado e recebeu o nome de empreendedorismo, de ter iniciativa, de transformar ameaças em oportunidades, indiferente da posição que a pessoa ocupa na empresa, tem que pensar e agir como se fosse o dono do negócio.

Mas além de ser empreendedor, de aprender com quem antes ignorava, quais são os demais requisitos para ocupar um cargo, vai depender do segmento que vai atuar, mais indiferente, podemos listar alguns fora da listas mais preconizadas, saber incluir as pessoas em todos os processos em que estiver inserido, significa que  não é só o cliente e fornecedor que são  importantes,  o concorrente que antes era considerado inimigo, passou a ser o grande aliado para enfrentar os problemas do macro ambiente e o sócio do futuro. O meio ambiente que antes era para ser apenas usado e descartado, hoje é a matéria prima do produto e da vida, tem que ser preservado e melhorado.

O grande desafio das instituições e dos profissionais e compreender e atender as mudanças do mercado – que não anda, mas voa de forma imprevisível.

 

Texto: Hélio Mendes
Prof. e Consultor de Planejamento Estratégico e Gestão.

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