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Perícia da PF em Uberlândia é premiada por trabalho de identificação de criminosos a partir do DNA

Premiação ocorrerá durante o Workshop Perícia Criminal Federal realizado pela Unidade e a Escola de Magistratura Federal da Primeira Região

Foto: Leonardo Leal

Nesta quarta-feira (18), a UTEC (Unidade Técnico Científica da Polícia Federal) em Uberlândia receberá um prêmio da Direção Técnica Científica da PF em Brasília pelo trabalho de identificação de criminosos com base no DNA. A premiação ocorrerá durante o Workshop Perícia Criminal Federal realizado pela Unidade e a Escola de Magistratura Federal da Primeira Região. De acordo com diretor da unidade, Mário Henrique Palis Santana, a unidade ocupa o primeiro lugar no Brasil em identificação de suspeitos por meio do Banco Federal de Perfis Genéticos.

Santana destaca que a unidade de Uberlândia é responsável por 60% das identificações dos suspeitos com os locais de crime em todo o país. E que esse trabalho começou em 2013 quando foi feito em Uberlândia o primeiro seminário no interior do país sobre banco de perfil genético. “A partir de então, em todos os locais de crime periciados, nós coletamos vestígios biológicos que alimentam o banco de DNA. Com esse know how, a investigação abraçou o nosso trabalho e começou a demandar mais. Também, o judiciário há cerca de dois anos passou a atender nosso pedido de coleta de referência, material de referência dos suspeitos, ou dos condenados”.

Em relação à identificação por DNA, o crime mais comum está relacionado a explosões de caixa eletrônico, de acordo com Santana. “Temos vários casos que estão para serem julgados, mas identificamos vários locais em que os mesmos indivíduos agem reiteradamente. Esses dados fechados fornecem uma prova para o juiz ter mais tranquilidade no veredicto”.

Workshop
O trabalho da Perícia da Polícia Federal está sendo compartilhado com juízes federais em um workshop que começou na terça-feira (17) e vai até esta quarta-feira (18). Ele faz parte do cronograma de formação continuada da Escola de Magistratura Federal da 1ª região.

Para o diretor da Subseção Judiciária de Uberlândia, Juiz Lincoln Rodrigues de Faria, o workshop é uma oportunidade que os juízes federais têm para ter contato com a técnica e com as inovações na área de realização das perícias criminais. “A perícia criminal é importantíssima para se desvendar a prática de crimes uma vez que no âmbito criminal sem perícia daqueles crimes que deixam vestígios, não há a possibilidade de se chegar ao criminoso”, afirma.

O perito da PF Glycon Souza Rodrigues destaca o objetivo do Workshop é promover uma interação entre peritos e juízes para que a prova científica seja melhor aproveitada no processo criminal. “Se o magistrado tem conhecimento de como é criterioso, totalmente científico e imparcial o trabalho do perito, ele vai ter maior confiança na hora de proferir a sentença porque sua convicção vai estar mais segura”, afirmou.

A unidade em Uberlândia completou 10 anos de atuação, conta com 14 profissionais e já realizou mais de 5 mil laudos. Rodrigues lembrou que a perícia atua em 17 áreas e trabalha de maneira científica no exame dos vestígios em cenas de crime, local de crime, explosões de caixa eletrônico, morte violenta, documentos que pode ter sido adulterado, licitação fraudulenta, movimentação financeira de lavagem de dinheiro, entre outros.

 

Texto: Leonardo Leal

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