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Uberlândia poderá ter céu de brigadeiro em 2019 e 20

Vamos avaliar dois cenários:

Foto: Pixabay

– Considerando que: 1 – a economia já começou a reagir, e de acordo com vários analistas, a partir de 2019 e 20, poderemos estar com recuperação satisfatória; 2 – no campo político há possibilidade de o ex-governador e atual senador Anastasia voltar ao governo de Minas; 3 – no plano federal, o próximo presidente poderá ser de centro ou de direita. Isso permitiria ao prefeito atual, alinhando tais fatores, ter apoio político e um ambiente econômico favorável, o que lhe possibilitaria uma reeleição tranquila ou fazer o seu sucessor;

– Outro cenário: Anastasia não volta para o governo, Pimentel se reelege, Lula volta ao poder e a economia obtém a recuperação desejável. Dessa forma, o ex-prefeito se tornaria o beneficiado, assim como os que hoje fazem oposição no plano local.

Recentemente, um senhor com muita sabedoria, Darci Catalão, disse que “em política só ainda não viu boi voar”.

Temos que acompanhar os cenários e contribuir para que aconteça o que for melhor para a cidade, a qual está entre as melhores do País em vários aspectos – mas, em razão do salto tecnológico, e para atender todos de forma satisfatória, ainda há muito para fazer.

Não se deve apenas às lideranças locais, mas a desigualdade social é grande. Recentemente, o presidente Obama esteve no Brasil, onde fez uma palestra e destacou que a globalização contribuiu para a perda do poder aquisitivo, que a concentração de renda tem aumentado. E que é necessário mudar esse contexto. Nesse quadro, por melhor que sejam os gestores públicos, ficarão sempre em débito. E com os canais das redes sociais ao alcance de todos, abertos para se reclamar, torna-se difícil atender todos como é necessário.

Cabe aos atuais gestores públicos repensar o modelo de gestão, gerenciar bem a equipe e profissionalizar todos os setores, formar novas e boas lideranças, porque a população tem restrição a parte significativa dos que hoje têm mandato. Não é fácil, mas é necessário. Os que têm consciência política e torcem pela cidade, há muito não acompanham lideranças e muito menos partidos, escolhem no ano eleitoral os que aparentam ser os melhores. Aqui e na maioria dos países a busca é por governos transparentes e que atendam às demandas da população.

Editorial O JORNAL de Uberlândia

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