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Gucci (finalmente) veta uso de pele de animal (ufa!)

Quem acompanha as notícias do mundo da moda deve ter lido por aí que, no começo deste mês, a Gucci anunciou que a partir de 2018 vetará o uso de pele de animal em suas coleções.

Foto: Arquivo Pessoal

Antes tarde do que nunca, né? Fico indignada com o fato de que, com tanta modernidade em vários segmentos, o mundo da moda ainda não tenha resolvido a questão de as marcas usarem peles. Desculpa aí, mas isso não é fazer moda. Como uma marca de alta costura como a Gucci ainda não tinha resolvido isso? Como as pessoas aceitam pagar (caro, bem caro) por produtos que contenham pele de animal? Quantos animais ainda precisam morrer ou ter suas peles arrancadas para renderem milhões para a indústria da moda?

Mas, tenho que admitir que fico feliz de ver que, pelo menos, pouco a pouco, isso está sendo abdicado pelas grandes marcas. Finalmente! Isso é ultrajante!

Li uma matéria sobre o assunto, em que o presidente da marca italiana, Marco Bizzarri, diz que não acha moderno usar pele de animal, que é datado, inclusive ele diz que a criatividade pode ir em outras direções em vez de usar pele. Ok! Parabéns pela conscientização. Mas isso é datado há muitos anos. Por acaso vivemos na Idade Média? Animais existem para serem amados e respeitados!

Foto: Divulgação Gucci

Vale lembrar que a marca ainda possui um estoque de peças feitas com pele de animal, o qual será vendido em um leilão de caridade. Ou seja, ainda terão pessoas comprando peças da Gucci com pele de animal; mesmo que a renda seja revertida para caridade, ainda sim, tem animal na história, afinal, a marca não vai se sujeitar a ter prejuízo com as peças que já foram confeccionadas. A marca italiana, inclusive, já vendeu um de seus casacos de pele por mais de 40 mil dólares e há dois anos criou sapatos com pele de canguru – mais exótico e bizarro, impossível!

A Gucci merece, sim, uma salva de palmas pela iniciativa, mas, ainda fico triste pelo fato de saber que muitas outras marcas continuam explorando animais para benefício próprio e, pior, existe público para isso!

 

Texto: Marlla Palhares
Jornalista especialista em moda

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