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Ministério Público faz inspeção no DMAE e investiga possíveis irregularidades em obras da autarquia

Foi verificada uma falha estrutural no reservatório central que ocasionava naquele momento um vazamento aproximado de 160 mil litros dia.

Promotor Daniel do Gaeco. Foto: Leonardo Leal

Após receber uma representação, O MPE (Ministério Público Estadual) por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) realizou uma inspeção na manhã desta terça-feira (24), na sede do Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgoto). O MPE verificou uma falha estrutural no reservatório central que ocasionava naquele momento um vazamento de 2 litros de água tratada por segundo e aproximadamente 160 mil litros dia.

A inspeção faz parte da investigação do Gaeco que apura possíveis irregularidades em obras do Dmae como pagamento sem execução e falhas estruturais, de acordo com o promotor Daniel Marota.

O MPE trabalha em duas frentes nessa investigação, uma para resolver o problema do vazamento de água, que está relacionado à área de defesa do consumidor e outra relacionada às possíveis irregularidades tanto na licitação como na execução da obra. “Hoje temos indícios que pode ter ocorrido crime, as investigações vão ser aprofundadas e as medidas vão ser tomadas se as provas indicarem isso”, afirmou o promotor.

Segundo o MPE, o município fez um convênio com o Bndes no valor aproximado de R$ 32 milhões para serem aplicados integralmente em água e esgoto. Em 2013, com a mudança de gestão na prefeitura foi feita uma auditoria. “Segundo o próprio Dmae, especificamente na estação de Sucupira, R$ 8 milhões foram pagos e não foram executados. Então temos, essa questão do reservatório no centro que há um indício a ser apurado de uma má execução da obra que tem 5 anos” disse Marota.

Diretor adjunto do Dmae, David Thomaz. Foto: Leonardo Leal

O diretor adjunto do Dmae, David Thomaz, disse que na época da construção, foram colocados impermeabilizantes na massa e nas divisões do reservatório central. “Na época o problema foi sanado com material específico, mas o vazamento vem aumentando gradativamente, estamos procurando primeiro uma solução técnica para resolver definitivamente o reservatório do centro”.

Sobre as investigações do Gaeco, Thomaz afirmou que tem conhecimento de duas ações, uma do Dmae contra a empresa, outra do MPE contra o Dmae e a empresa contratada. “O departamento jurídico está tomando as providências cabíveis”, afirmou.

 

Texto: Leonardo Leal

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