Destaque Expresso Jurídico

As crianças estão sofrendo em nosso país

Precisam urgentemente de quem as defenda!

Foto: Sebastião Barbosa

A violência envolvendo crianças é o ápice da covardia humana. São seres indefesos e obrigados a conviver numa sociedade que não respeita a infância.

É muito triste reconhecer que nossas crianças – brasileirinhos – estão sem um lugar seguro para ficar. Começa com a ineficácia do governo federal, que destinou no orçamento verba estimada em R$ 17,4 bilhões para construir/melhorar creches, mas somente R$ 4,9 bilhões foram aplicados (de forma mal planejada). Como não há uma administração profissional, com princípios públicos, acabam instalando ambientes precários, com profissionais sem remuneração justa e sem condições de cumprirem o papel de proteção e desenvolvimento.

Com isso, não temos, na prática, unidades de acolhimento e educação aos filhos das mães que precisam trabalhar e acabam deixando-os em situação de risco.

Os investimentos na Educação Básica jamais chegam ao destino como anunciado na propaganda do governo.

Diante desse trágico cenário, está ocorrendo um fenômeno gravíssimo e silencioso: a necessidade de desvincular os filhos menores do convívio familiar.

A própria carência de recursos essenciais à sobrevivência tem feito os pais “remeterem” esses pequenos para fora de casa, em lugares e atividades inadequadas à formação fundamental, onde ficam vulneráveis a toda espécie de maldade e agressão.

O melhor lugar para o desenvolvimento, nos primeiros anos de vida, é com a família, mas onde está o pai? Onde está a mãe?

Meninos e meninas passam por um processo de “se virar” sozinhos, amadurecer logo, sem um processo educativo e de formação da personalidade.

No momento em que mais precisam de apoio, orientação, bons exemplos e estrutura para crescer, são largados em entidades e escolas públicas – quando existem – de péssima qualidade.

Em casa, os pais vão para dormir – porque é muito difícil viver neste País. Chegam cansados, desanimados, às vezes embriagados, drogados, emocionalmente sem nenhuma condição de educar os filhos.

Um governo que não respeita o dinheiro público causa uma sequência de desrespeitos.

De um lado, sem a proteção do Estado; do outro lado, sem o amparo da família, assim estão milhares, milhões de crianças neste País afora.

O que fazer?… Quando vemos aumentar o número de crianças violentadas sexualmente, assassinadas, desprotegidas nas desorganizadas escolas, creches e em abrigos públicos, até nas próprias famílias – a grande maioria – com problemas financeiros, decorrentes de uma crise política sem igual.

Todos sabem que a solução é promover uma educação séria e contínua, em ambientes planejados, equipados e com educadores motivados, preparados e bem remunerados.

O Brasil tem recurso financeiro para ter um sistema de educação – para crianças – de “primeiro mundo”, mas não tem.

Somente através de parceria com a iniciativa privada (escolas infantis), alcançaremos um nível elevado de formação cidadã, de base estudantil e resultados positivos em todos os setores da economia.

Não estamos falando de financiamento para alunos, mas sim do aparelhamento estrutural, profissional e funcional de centros de educação, desde o recém-nascido até o adolescente (15 anos de idade), em parceria com empresas particulares atestadas para esse objetivo.

Todo o dinheiro público (bilhões) “desperdiçado” pelos agentes políticos poderia ser gerenciado pelas empresas/escolas particulares que comprovaram, com o tempo, ser idôneas e capazes de manter centros educacionais de qualidade.

Uma “injeção” dessa proporção financeira, sob gerência profissional e empresarial, num regime de colaboração e sustentabilidade, consolidaria um modelo efetivo de mudança social.

Não temos o que fazer para mudar o triste passado de nossas crianças, desamparadas e violentadas.

Cada um de nós, adultos, tem obrigação de defender – urgentemente – nossas crianças, dando o máximo que podemos para mudar esse quadro, onde moramos, onde trabalhamos, onde estudamos, na família, em todo lugar.

Pior do que não poder mudar um triste passado é não fazer nada para um futuro melhor.

 

Texto: Sebastião Barbosa e Silva Junior

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