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Falta de leitos barra implantação do SAMU em Uberlândia

A implantação do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no Triângulo Mineiro encontra dificuldades, principalmente, em Uberlândia devido à falta de leitos, conforme argumenta a prefeitura.

Uma reunião na segunda-feira (23) entre os 27 prefeitos, o reitor da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), Valder Steffens, no gabinete do prefeito Odelmo Leão aventou a possibilidade de se reativar o Hospital Santa Catarina para atender essa demanda.

O JORNAL de Uberlândia ouviu o presidente do Legislativo, vereador Alexandre Nogueira, presente na reunião, que reafirmou a necessidade da criação de leitos. Do outro lado, o vereador Silésio Miranda afirmou que o SAMU é um atendimento de Urgência, antes de ser um transporte, e por esse motivo, não vão mudar a situação dos pacientes que vem de outras cidades para serem atendidos no Hospital de Clínicas da UFU. Confira abaixo, os posicionamentos.

 

Vereador Alexandre Nogueira

Foto: Marlúcio Ferreira

“O prefeito Odelmo não vai poder implantar o SAMU enquanto não tiver leitos na cidade de Uberlândia. Ele até deu uma opção, sobre o hospital Santa Catarina, um hospital importante da cidade com 140 leitos e 14 de UTI, que está fechado sem atender à população. Concordo com o prefeito Odelmo, primeiro precisamos criar condições de internar o paciente para depois criar o transporte.

“Antes de criar o transporte é necessário criar leitos, como foi feito na implantação do Samu no norte de Minas. Lá, primeiro se criou os leitos, teve construção de hospitais para depois se criar o SAMU.

“Uberlândia já está sobrecarregada, porque já atende pacientes de outras cidades, agora você imagina quando depois do consórcio de municípios. Uberlândia é obrigada a receber os pacientes. Entendo que o primeiro passo para implantar o SAMU é aumentar a quantidade de leitos em Uberlândia”.

 

Vereador Silésio Miranda

Foto: Divulgação

“O SAMU não é apenas um transporte hospitalar. Ele é um atendimento de urgência e emergência, antes mesmo de levar qualquer paciente à unidade hospitalar. Não vai mudar nada em relação ao paciente de nível grave que vem ou deixa de vir para o Hospital da UFU .

“O paciente de alta complexidade virá de qualquer jeito, independente do tipo de socorro. A diferença é que se ele vir no SAMU, ele tem mais chances de vida, dependendo da complexidade. Algumas ambulâncias já estão preparadas com UTI móvel, todos os equipamentos necessários, socorristas treinados. Em alguns casos, um médico vai ao atendimento.

“Ao contrário do que o prefeito vem dizendo, muitos atendimentos que hoje vem para Uberlândia, vai deixar de vir. É um processo de implantação gradativa. A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) São Jorge está recebendo mais de R$ 250 mil por mês. Só porque mudou o nome e passou a fazer parte de um projeto que recebe mais recursos do poder público”.

 

Texto: Leonardo Leal

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2 comments

  1. Falta de leito? E o novo pronto socorro da UFU(Obra incacabada) que já era para ter sido entregue em 2016? #Corrupção

  2. Grande desculpa do Sr. Prefeito Odelmo, todos sabem que ele é contra implantação do SAMU, por se tratar de projeto inciado na gestão anterior, por isso não mostra interesse em finalizar a implantação. Na verdade Odelmo não conhece o serviço do SAMU, que no caso é um serviço de extrema importância, porque com samu ou sem, o paciente sempre vai estar lá de qualquer forma, Porém com o SAMU muitas das vezes esse paciente é atendido no local, apenas orientações profissional, e outras vezes encaminhado para serviço de referência de acordo com o caso.

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