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O arbitral do Campeonato Mineiro de 2018!

Mais uma vez o presidente da Federação Mineira de Futebol foi eleito com chapa única.

Foto: Divulgação

Eleição pegando fogo e com banho de democracia, só nas plagas do Furacão Verde da Mogiana.

No arbitral que acontecerá no corrente mês, há 16 datas para um campeonato mineiro mais longo e emocionante.

Contudo, os grandes deverão ter alguma excursão cata-níquel pelo exterior. Como de praxe, usarão o mesmo molde dos anos passados. Será mais um certame de verão, o qual, a cada ano, afunda os conformados times do interior. Mesmo com água no queixo, de braços cruzados, eles curtem ser vítimas, numa choradeira sem limites.

Na votação para a fórmula de disputa, Cruzeiro, Atlético e América devem escolher um modelo que lhes convém. Seus votos valem mais que os dos demais carneirinhos.

Outra barbaridade será a continuidade de os clubes pagarem a taxa de arbitragem. Algo que o Estatuto do Torcedor proíbe.

Na reunião dos clubes, a Federação virá com um lindo documento, o qual os times candidamente assinarão, comprometendo-se a pagar os árbitros, não importando o sacrifício de sangrarem impiedosamente seus cofres baleados.

Oxalá, eu queime a língua, contudo, nada de anormal o chefe da arbitragem pintar no pedaço da corte, reivindicando majorarem as taxas dos homens de preto.

Quem é o maluco, negar o pedido do mandachuva dos árbitros? Ninguém, com juízo perfeito, ousará imitar o Tricordiano. Vejam onde está o grande desafiador da entidade máxima do futebol mineiro.

Não culpo nenhum dirigente interiorano, agir com moderação. Lamento apenas a falta de união dos pequenos, que preferem lamuriar a unir-se e agir.

Numa entrevista do saudoso Maluf, ele afirmou que, para os grandes, o campeonato mineiro é uma galinha de ovos de ouro.

Com a verba da televisão e a renda dos jogos, a receita de Cruzeiro e Atlético não ficava longe de um milhão de reais por partida.

Só quem chegasse à final da Libertadores conseguiria uma receita dessa magnitude.

Exceto América, os demais clubes sobrevivem catando as migalhas que caem da mesa dos ricos, lado a lado da TV.

É por isso que a grande Nação Esmeraldina luta para conseguir degraus superiores dos certames nacionais. Isso acontecendo, é a retirada das argolas e a saída para uma competição mais justa, na qual os times são mais iguais.

 

Texto: Lucimar César

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