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O que fazer quando notamos os primeiros sinais de flacidez

O envelhecimento cutâneo é um fenômeno fisiológico progressivo, caracterizado pelo declínio funcional e estrutural da pele.

Dra Thaís Mesquita é dermatologista

Esse processo cronológico está relacionado com as características genéticas de cada pessoa, mas existe uma grande influência de fatores externos que o aceleram, como sol, tabagismo, poluição, estresse e alterações hormonais.

A flacidez ocorre pela perda progressiva de colágeno e elastina, substâncias que geram firmeza e elasticidade na pele e sustentação dos tecidos. A partir dos 30 anos começamos a ter uma perda de 1% ao ano na produção de colágeno. Essa perda é acentuada com o tempo e aos 50 anos produzimos em torno de 35% do necessário.

A boa notícia é que é possível estimular a reposição do colágeno perdido ao longo do tempo, tanto na face quanto no corpo.

Para isso, muitas tecnologias têm surgido a fim de corrigir, de forma não cirúrgica, esse indesejado efeito da idade.

· Sculptra: é um bioestimulador de colágeno injetável, composto por ácido poli-L-láctico, que é uma substância totalmente absorvida pelo nosso organismo. Seu objetivo é repor o colágeno e restaurar o turgor e o volume perdidos.

· Ulthera: é uma das mais modernas e recentes tecnologias para flacidez. É um aparelho de ultrassom microfocado que atua através de microlesões nas camadas mais profundas da pele e na fáscia muscular. Essas pequenas lesões geram um processo de retração do tecido, com efeito lifting e de estímulo de colágeno. Tem a vantagem de ser não invasivo e possibilitar retorno imediato às atividades diárias, sem riscos e sem agredir a pele.

· Skinbooster: é um procedimento injetável, aplicado na derme. É composto de ácido hialurônico, porém, com a função de hidratar e revitalizar a pele, e não de preencher e volumizar. Ele rejuvenesce de dentro para fora, conferindo vitalidade, elasticidade, melhora de rugas finas e do equilíbrio hídrico da pele.

O resultado desses procedimentos é muito natural, já que eles estimulam a produção do colágeno da própria pessoa.

Além disso, é importante controlar os fatores externos que aceleram a perda do colágeno, como ter hábitos de vida saudáveis, evitar exposição solar intensa e sem proteção, fazer atividades físicas e cuidar da pele com cremes adequados para estímulo de colágeno. Existem também medicações orais à base de silício orgânico e peptídeos de colágeno hidrolisados.

Texto: Dra. Thaís de Paula A. Mesquita
Dermatologista
Place Colline – Av. Nicomedes Alves dos Santos, 1500 – Sala 01 – Morada da Colina

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