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Candidato a Grão-Mestre faz palestra em Uberlândia

O candidato a Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, Benedito Marques Ballouk Filho, esteve em Uberlândia na quinta-feira (26), onde apresentou na Fundação Maçônica Manoel dos Santos uma palestra sobre a Maçonaria no futuro. Ele também falou sobre as propostas de sua chapa, “Novo Rumo”.

Na ocasião, Ballouk falou a O JORNAL de Uberlândia sobre os objetivos da Maçonaria, seus 35 anos de atuação na Ordem e sua candidatura a um mandato federal, em que deseja atuar com vontade e dedicação. Confira abaixo a entrevista.

Foto: Leonardo Leal

A Maçonaria é bem estruturada em Uberlândia. Ela é assim em todo o Brasil?

A Maçonaria do Grande Oriente do Brasil, que está radicada no País desde 1822, fundada por José Bonifácio de Andrada e Silva e nosso irmão José Gonçalves Ledo, ela conta hoje com 2,8 mil lojas maçônicas e perto de 78 mil irmãos em todo o território nacional.

A Maçonaria está estruturada como está aqui na fundação em Uberlândia, claro, devido às proporções, todos voltados para o que a fundação aqui faz: a benemerência, a filantropia e a caridade.

 

Atualmente, comenta-se que a Maçonaria tem mais lojas, mas no passado foi mais atuante. Quais têm sido as últimas ações?

A Maçonaria tem diversas ações. A primeira é ser útil à humanidade, isso ela tem feito em 195 anos. Tem incentivado a prática da benemerência e da filantropia, dentro de um caráter voluntário e volitivo, em que não existem interesses financeiros de hipótese alguma.

O pressuposto maior da Maçonaria hoje é preparar o homem para a sociedade. Fazer com que o homem possa multiplicar na sociedade os princípios da ética, da moral, da honra e da dignidade humana. Então, a Maçonaria tem feito um trabalho muito constante, nessa participação na construção social do País.

 

A Maçonaria tem como lemas Liberdade, Igualdade e Fraternidade, mas, recentemente, deu ênfase a uma possível intervenção, divulgando a fala de um general. Há contradição ou não foi essa a intenção?

Na verdade, ela não deu ênfase a isso. A Maçonaria prega pela livre expressão do pensamento e pelo amplo conhecimento como um todo. Nós não somos dogmáticos, não somos partidários de nenhum partido político e não somos afetos a nenhum sistema de governo.

O que nós pregamos dentro da nossa instituição é a livre manifestação do pensamento. Houve uma pessoa, o general Mourão, também associado nosso, que fez uma alocução e, dentro do seu ponto de vista, de pensamento, colocou uma questão de intervenção. Mas, isso não quer dizer que seja o pensamento da Maçonaria.

Eu, por exemplo, enquanto maçom, sou um republicano por natureza, sou um democrata por natureza, acredito nas instituições do País. Acredito no poder Judiciário, na Polícia Federal, acredito nas instituições livres.

Então, na Maçonaria, como pregamos a liberdade em todos os sentidos, principalmente a de pensamento, cada um pode ter a convicção que quiser. Agora, não se pode dizer que a convicção de uma pessoa é o pensamento da Maçonaria.

 

Fale um pouco da sua ação como maçom, da sua vida profissional e da sua candidatura.

Sou advogado, me formei na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) de São Paulo, me graduei em Direito do Trabalho, sou doutor em Direito do Trabalho, sou professor universitário. Tenho uma família, sou casado há 32 anos, tenho uma filha de 27 anos e um filho de 24 anos, ambos formados: minha filha é farmacêutica, meu filho é formado em Ciências da Computação.

Tenho um escritório de advocacia em São Paulo, bem atuante. Tenho 35 anos de Maçonaria. Dentre as minhas atividades e atribuições, consigo dedicar voluntariamente um pouco do meu tempo para essa instituição maravilhosa da qual eu faço parte.

Fui Grão-Mestre em São Paulo de 2007 a 2011 e voltei agora, de 2015 a 2019. O Grão-Mestre, para fazer uma comparação, é semelhante ao governador do Estado. Tenho 24.600 associados e 800 lojas maçônicas atuando em São Paulo.

Devido a toda essa experiência, 35 anos de atividade dentro de uma administração tão grande e tão importante como o Grande Oriente de São Paulo, estou emprestando o meu tempo, a minha vontade, a minha dedicação para esse mandato federal que seria semelhante ao mandato de um presidente da República, em que vou coordenar a Maçonaria no Brasil inteiro.

 

Como o senhor vê a Maçonaria em Minas Gerais?

Minas Gerais é o segundo maior contingente da Maçonaria brasileira, o primeiro é São Paulo. O Estado de Minas tem uma atividade maçônica muito distinta, com a prática muito forte da benemerência e da filantropia, em que buscamos reunir os melhores cidadãos que também voluntária e volitivamente possam ajudar o próximo. A Maçonaria é uma ajuda ao próximo.

 

Qual o objetivo da sua visita a Uberlândia?

Primeiro, me apresentar aos irmãos. Tenho 80 mil irmãos em todo o País que querem me conhecer e saber minhas ideias, o que eu penso sobre a Maçonaria no futuro.

Vim apresentar uma Maçonaria moderna, que está presente em todo o mundo. Em todo o orbe terrestre se encontra uma ordem maçônica e o Brasil é a terceira maior potência maçônica do mundo.

 

Texto: Leonardo Leal

 

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