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Muitos times grandes ficaram pequenos com a Lei Pelé!

Com o fim da Lei do Passe, os pequenos ficaram impossibilitados de segurar seus ídolos.

Foto: Divulgação

O salário baixo, logicamente, tem a consequência de uma multa insignificante para a saída do atleta para outra agremiação.

Até as equipes tradicionais brasileiras sofrem assim que um monstro do futebol internacional se interessa pelos seus valores de destaque.

Vejam os casos de Ronaldinho Gaúcho, no Grêmio de Porto Alegre, e Neymar, no Santos: mesmo sendo as maiores estrelas de seus times, foram embora para o exterior, a preço de bananas.

No mercado brasileiro, uma das grandes vítimas dessa lei injusta é o Botafogo do Rio de Janeiro.

O outrora gigante de Garrincha, Didi, Zagalo, Amarildo, Manga, Nilton Santos e muitos outros, vive um dilema: é grande ou pequeno?

Eu diria que é um grande pequeno. Faz uma campanha fenomenal, pelo seu fraco material humano e pelas dificuldades financeiras.

Ousa praticar o milagre de, até algumas vezes, superar o rival milionário Flamengo nas quatro linhas. Apesar dessas façanhas, é uma das associações futebolísticas no País que mais perde talentos por dificuldades econômicas.

Recentemente ficou sem William Aarão, Sassá, Emerson Santos e outros não lembrados.

Para chegar ao aprimoramento desses expoentes, muito suor e gastos acontecem. O lamentável é que, sem qualquer proteção legal ou vínculo, esse talento de lapidar diamantes do Botafogo é atirado na lata de lixo, com a maior indiferença de todos.

É um enorme desmotivador aos professores na formação desses meninos diferenciados, em suas bases. Como diriam nossos antepassados: “É enxugar gelo!”.

Hoje a grande preocupação do Alvinegro da Estrela Solitária é a perda de seu magnífico Xodó, o técnico Jair Ventura. Embora o contrato dele esteja longe de findar-se, a multa é de menos de 1 milhão de reais.

Para as agremiações de ponta do Brasil, é um ônus ridículo, o qual não impede de levarem o filho de Jairzinho, o “Furacão” da Copa de 70, para suas cores.

Uma solução segura seria reajustar generosamente os vencimentos desse profissional, melhor revelação dos últimos anos. Algo impossível, já que é uma constante a falta de dinheiro nos cofres do time da “Enciclopédia” Nilton Santos.

É mais um pesadelo da galera do Engenhão.

 

Texto: Lucimar César

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