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Polícia Civil prende dois homens e uma mulher por envolvimento em prostituição de menor

Acusados vão responder por tráfico de pessoas, exploração de menores e divulgação de imagens pornográfica envolvendo adolescentes.

Foto: Divulgação Polícia Civil

A Polícia Civil de Uberlândia desmontou um esquema de prostituição de menor e prendeu D.F.L de 24 anos, A.R.A. de 50 anos e K.F.P. de 33 anos, acusados de tráfico de pessoas, exploração de menores e divulgação de imagens pornográfica envolvendo adolescentes.

Na segunda-feira (06), foram cumpridos três mandados de prisão e dois de busca e apreensão. As investigações apuraram que a exploração sexual das menores ocorriam em três imóveis nos bairros Pacaembu, Marta Helena (zona norte) e Shopping Park (zona sul) e envolviam seis menores com idade entre 14 e 17 anos, sendo quatro de Uberlândia, uma de Quirinópolis (GO) e uma de Ituiutaba.

Foto: Divulgação Polícia Civil

De acordo com a titular da Delegacia da Mulher, Ana Cristina Bernardes, as investigações começaram em maio, quando a Polícia Civil recebeu uma denúncia do conselho tutelar em que uma adolescente de 16 anos de Quirinópolis estava em situação de risco em Uberlândia. “Com a oitiva da menor e coleta de dados, quebra de sigilo telefônico e pesquisa em redes sociais, conseguimos identificar autores envolvidos com prática de exploração sexual, tráfico interno de pessoas e divulgação de vídeos contendo pornografia com adolescentes”, afirmou.

Foto: Divulgação Polícia Civil

A delegada explicou que o aliciamento ocorria por meio das redes sociais em que os investigados convidavam as menores para amizade, identificavam o perfil das vítimas e faziam convites para trabalhar com uma suposta renda mensal de até R$ 3 mil. Em Uberlândia, as menores ficavam alojadas nos três imóveis alugados para este fim e realizavam programas com valores entre R$ 50 e R$ 100. “Eles tinham um grupo de aplicativo de celular em que orientava o comportamento e atendimento das menores”, afirmou Ana Bernardes.

O casal D.F.L. e K.F.P fazia a divulgação das menores nas redes sociais e em um site da internet que foi desativado. Eles ficavam com 30% da renda dos programas. O terceiro investigado A.R.A. de 50 anos, inicialmente era um cliente que passou a ser sócio do casal.

Por cada crime, os envolvidos podem pegar pena de reclusão de 4 a 10 anos, 3 a 6 anos e 4 a 8 anos.

Texto: Redação

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