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Empresários mais respeitados

O Brasil precisa de reformas estruturais. As nossas Universidades precisam de mais apoio para focar em pesquisa, sem pesquisa não há inovação. O que mais aproxima o saber do fazer é a inovação, mas não inovação por inovar, mas as que geram valores para o mercado.

Hélio Mendes é professor e consultor de Planejamento Estratégico e Gestão. Foto: Divulgação

O Brasil é “a bola deste século”, não até agora por nossa competência, mas por escassez de recursos naturais dos nossos concorrentes e da demanda mundial, como água, terra, alimentos e muitos outros. O mundo está voltado para o Brasil como nunca aconteceu, por esses motivos. E reforço, não é pelo nosso desempenho e muito menos pelo dos nossos governantes que não têm conseguindo administrar de forma satisfatória a máquina pública e não têm dado o apoio devido ao setor produtivo. O governo tem sido o grande obstáculo para o desenvolvimento; arrecada muito e aplica mal. O Brasil precisa urgente de reformas estruturais.

Em muitos países, o que prevalece é o interesse nacional. Aqui poucos setores crescem e alguns levam vantagem que é o caso dos bancos. Não temos dúvida, o grande problema brasileiro é da gestão da coisa pública.

Temos que esclarecer, quem faz um país crescer são as empresas e não os governos. O ideal é que o poder constituído faça pelo menos a sua parte, o que está na constituição. E, se não puder ajudar, que não atrapalhe.

Com o potencial que temos, podemos ser no final deste século uma grande potência. No passado isso era um sonho dos brasileiros, hoje não temos dúvida de que vai acontecer, pelos investimentos que está entrando, que não é mais só especulativo. Se não alinharmos aos que estão chegando, eles levarão o país, sem a nossa participação, onde ele pode chegar.

A grande mudança que está acontecendo em várias partes do mundo é que a classe empresarial, que era considerada exploradora do trabalhador e do consumidor, hoje está sendo admirada e respeitada. O trabalhador que era considerado um coitado em todo aspecto, hoje é um cidadão cada vez mais consciente e sabe a importância da empregabilidade. Virou parceiro do empresário. Juntos cobram um novo modelo de Estado.

Já temos cidades em muitos lugares onde não se tem a figura de prefeito, e sim de gerente de cidade, este é contratado por um conselho da comunidade. Se este não está tendo o desempenho satisfatório, se contrata outro. É a gestão privada ocupando espaço.

O setor produtivo, que é formado na sua essência por empresários, trabalhadores e instituições de ensino, necessita, no Brasil, discutir a evolução das atividades que geram riquezas com mais amplitude, e juntos construírem um projeto nacional. Na ausência deste, ficamos refém do acaso, o que não é bom para ninguém.

Os empresários estão hoje não apenas em uma posição privilegiada, mas são mais respeitados e devem assumir parte das atividades que delegaram para o setor público em outros tempos.

 

 

Texto: Hélio Mendes
Consultor e Prof. de Planejamento Estratégico e Gestão

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