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Não parece, mas, moramos numa República!

Nenhum conceito, por mais que resista ao tempo, tem a força de substituir a verdade dos acontecimentos.

Foto: Sebastião Barbosa

República, do latim “res publica”, significa coisa pública, um regime de governo no qual são eleitos os governantes, para administrar os bens em favor do povo e zelar por eles.

Este é um conceito em batalha com a realidade, no curso da história, desde a Roma Antiga, desde as cidades-estado gregas: Atenas e Esparta.

No Brasil, saímos da Monarquia para qual República?

Local onde todos têm liberdade, alguns mandam, mas a pia está sempre suja, falta comida na geladeira, metade do mês sem um centavo na carteira, vivendo de “ajuda de terceiros”, sem plano de saúde, uma bagunça!

Esta é a República Brasil! Território livre, sem lei e nem juiz.

Os estudantes que fundaram as primeiras repúblicas (República Copacabana – por exemplo), ao contrário do que pensam, foram bem espertos, imaginando que ali poderiam usufruir da INDEPENDÊNCIA no período estudantil, e preferiram usar o modelo adotado, no ano de 1889, pelo herói Marechal Deodoro da Fonseca (melhor dizendo: José do Patrocínio e Rui Barbosa).

Os universitários viram, na década de 60, que República, como era e ainda continua sendo no Brasil, é muito melhor que ANARQUIA, embora este fosse o principal objetivo dos rapazes.

Na Anarquia, você tem que ser sincero com sua intenção de usurpar a ordem, não ter disciplina, negar a hierarquia, não ter regras e nem comando; então, para que assumir tanta “safadeza” se podem fazer isso sob o disfarce de República?

Fica mais fácil atrair ovelhas, colocando pele de cordeiro nos lobos!

Aliás, esta é a mais antiga e melhor definição para os políticos corruptos, personagens constantes dos folhetins da República Brasil.

Analisando bem esses 128 anos de República, podemos confirmar que de fato o nome, o significado teórico, não tem nada a ver com a prática.

Lógico, não podemos afirmar que durante todo esse período vivemos só de Anarquia, tivemos alguns intervalos políticos sem o “câncer” da corrupção, mas, basta olhar os reflexos da administração pública a partir do ano de 1985: são 32 anos de ANARQUIA, praticados pela mesma “galera federal”, junto aos republicanos dos Estados e dos Municípios.

A farra “melhorou” muito nos últimos 14 anos: nossos governantes estão vivendo o melhor do anarquismo, financiado pelos “amigos ricos”; não falta dinheiro para “a festa”!

Até que a sociedade reconheça e lute por uma verdadeira REPÚBLICA, vamos comemorar nosso feriado nacional de 15 de novembro, proclamando aos quatro ventos: VIVA A ANARQUIA!

 

Texto: Dr. Sebastião Barbosa e Silva Junior

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