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Recuperação, até quando?

O Brasil saiu de uma administração que comprovadamente institucionalizou a corrupção, e deteriorou o erário por intermináveis treze anos, e ingressou em uma gestão ortodoxa, comprometida com o equilíbrio das contas públicas, captação de investimentos e desenvolvimento industrial sem paternalismo, abandonando o nefasto populismo, conceito básico do governo de plantão que até então imperava.

Luiz Bittencourt é diretor da LASB Consultoria

O país vivia uma interminável onda de fomento ao consumo, renúncias fiscais, aparelhamento dos poderes e créditos subsidiados e ilimitados ao consumidor, a empresas e a setores selecionados que desestruturaram as instituições e desequilibraram a economia, gerando estratosférico desvio ilícito de recursos e um gigantesco déficit nas contas públicas.

Assumindo o governo do país em um cenário de terra arrasada, o presidente substituto acertou ao selecionar no mercado a equipe econômica que coordena as ações de recuperação fiscal e o equilíbrio das contas públicas, mas errou ao escolher no clássico modelo “ação entre amigos” a equipe para a atuação política.

De um ano para cá, a equipe econômica produziu: queda na inflação de 9% para 2,5%, redução nos juros de 14,25% para 7,5%, elevação no PIB de -5,4% para +0,3%, aumento nos postos de trabalho de -448 mil para +103 mil, crescimento da produção industrial de -9,8% para +0,8% e fortalecimento do Ibovespa de 57 mil pontos para 74 mil pontos.

Apesar da extraordinária recuperação, o engano cometido na área política foi desastroso, potencializado por diversas atividades carentes de moralidade realizadas pelo time, incluindo o Presidente da República, levando a uma impiedosa queda de popularidade do Presidente Temer, para os mais baixos índices da história, adiando as inadiáveis reformas. Obrigado a exagerar no rotineiro “toma lá, dá cá” da política nacional, para se manter no poder, Temer manteve a tradição presidencial de jogar no lixo excelente oportunidade de entrar pela porta da frente para história do Brasil.

De qualquer forma, a definição do norte pela administração central reorganizou o aparato governamental e colocou a economia nacional nos trilhos do equilíbrio fiscal. O fato, e contra fatos não há argumentos, é que os resultados econômicos do Brasil sinalizam para uma nova era com tendência ao desenvolvimento, cuja manutenção dependerá das políticas adotadas pelo novo governo a ser eleito em 2018. E aí chegamos à contribuição do eleitor, onde nada é impossível.

 

Texto: Luiz Bittencourt
Diretor da LASB Consultoria

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