Destaque Editorial Expresso

Os veículos de comunicação não “podem tudo”

O Editorial tem por finalidade mostrar a ideologia dos dirigentes do veículo em relação a fatos relevantes, na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Foto: Pixabay

Veículos de comunicação não concorrem entre si em todas as atividades; na área comercial, na audiência, sim. Mas não disputam qual é o mais ético, até porque este é um valor obrigatório, quando se propõe a criação de um veículo, prova é que muitos são concessões – que não é o nosso caso.

Mas, infelizmente, não tem sido uma prática dominante ter uma função social e educativa. Temos recebido solicitações para ser parciais, sugestões para ser sensacionalistas, investigativos e até criticar alguns veículos que hoje têm prestado desserviços à formação dos brasileiros. Mas não cabe a nós a função de “corregedoria de outros veículos”. Entretanto, damos espaço para os que queiram fazê-lo, utilizando linguagem que eleve o debate.

Acreditamos, foi este um dos motivos que nos levou a criar O JORNAL: o de trabalhar com a verdade e, se acontecerem falhas, iremos nos retratar. Hoje a disputa pela audiência no plano nacional vem chegando a um patamar pouco recomendável, o que tem deixado a população paralisada. Apologia ao crime, à droga, ao sexo e a todos os valores há muito cultivados pela sociedade, ocorrem sem nenhum respeito. Alguns veículos deveriam ter outro nome, porque contradizem a função social e ética a que se propõem.

A população está começando a reagir, afinal, a mídia na sua maioria entra em suas casas, nas telas dos seus smartphones, sem pedir autorização. Vivenciamos a urgência de se começar a repensar a função de alguns veículos de comunicação. A questão é: até onde “tudo pode”? Será que para ganhar audiência pode-se descaracterizar o ser humano, colocando valores morais preconizados há séculos pelas Igrejas, pelas instituições e pela população?

Está passando da hora de começar a escolher as mídias pela qualidade, pelo padrão ético, sejam programas de TV, sejam jornais ou blogs. Não é censura, mas seleção. E talvez o governo devesse rever as concessões, pelos mesmos motivos.

 

Editorial – O JORNAL 

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