Destaque Expresso Games

Lançamento do incrível Xbox One X

Assim como na sua vida, família, corporação/empresa, instituição em que você vive e trabalha, a indústria dos games baseia-se em gerações.

Foto: Divulgação

O que difere esse mundo real para o virtual é apenas o tempo entre elas. Em grande maioria, uma geração de consoles dura em torno de 6 anos, apesar de todo o processo de avanço tecnológico. Mas há uma nova tendência na indústria. As duas maiores fabricantes do setor estão se adequando para tentar acompanhar a evolução rápida e lançaram versões aprimoradas de seus consoles. Não é uma nova geração, mas uma adaptação. E esse é o poderoso Xbox One X, o console mais potente já construído.

Tudo começou lá em meados de 1998, quando o time de especialistas em desenvolvimento de motores gráficos e pacotes de softwares DirectX da Microsoft resolveu implementar um console específico para tal. Após alguns anos de pesquisa e desenvolvimento, o nome original do projeto, API DirectX Box, foi encurtado para apenas X Box. Apesar de o setor de marketing da gigante não ter gostado, o nome pegou facilmente entre os aficionados. Então, já em novembro de 2001, foi lançado o primeiro Xbox nos Estados Unidos.

O primeiro Xbox tinha uma configuração mediana para a época (CPU Intel Pentium III de 733 MHz, 64 MB de memória RAM e uma placa gráfica de 233 MHz da nVidia). Mas mesmo assim conseguiu se colocar no mercado, no qual os principais concorrentes eram consoles como: Sony Playstation 2, Sega Dreamcast e Nintendo GameCube. Durante seu ciclo de vida, da sua geração (6 anos, conforme dito anteriormente), o primeiro Xbox conseguiu uma venda expressiva.

Já presente na sétima geração dos consoles, o Xbox 360 foi um sucesso em todos os sentidos. O segundo console da divisão de games da Microsoft, mesmo com a concorrência pesada do Sony Playstation 3, conseguiu encaminhar mais de 80 milhões de unidades no mundo e figura-se entre os 10 mais vendidos da história. Com lançamento em novembro de 2005, sua configuração inicial (CPU Xenon tri-core 3,2 GHz, 512MB DDR3 de memória RAM e processador gráfico ATi Xenos de 500MHz) era um pouco superior ao principal concorrente.

Com todo o sucesso da sétima geração e principalmente dos Xbox 360, a Microsoft postergou por algum tempo o ciclo de vida desse seu produto. Apenas no ano de 2013, já no limiar das estreias da atual geração (oitava), a poderosa empresa de Bill Gates lança o atual Xbox One (ou Xone, para os íntimos). Com capacidade de leituras de Blu-ray, uma CPU AMD octa-core de 1,75GHz cada, placa gráfica AMD de 853MHz baseada já em DirectX 11.1 e memória RAM de 8GB DDR3, o “Xone” ficou devendo. Apesar de toda a grande performance, seu concorrente direto, Sony Playstation 4, veio com algumas especificações um pouco superiores e foi um grande sucesso de vendas iniciais. A própria Microsoft já assumiu seu erro, tanto no desenvolvimento dos hardwares do Xbox One, quanto no processo de pulverização dos seus jogos exclusivos. Aí que entra o “monstro” Xbox One X.

O “Xone” X é realmente uma potência. O hardware deu um salto incrível. A CPU octa-core agora pulou para 2,35GHz núcleo e a placa gráfica GPU pulou para 1172MHz. A memória RAM foi para 12GB em DDR5 e 1TB de disco rígido. O console é leitor nativo de Blu-ray com resolução em 4K com serviço HDR e é preparado para um upscaling, além de possuir upgrades para alguns jogos rodarem nativos nessa resolução. E esse é o grande diferencial do Xbox One X. Jogos em resolução 4K poderiam ser encontrados apenas em PC-gamers superpotentes, com placas de vídeos extremamente caras.

Mas o que é esse tal de 4K? Resoluções das TVs, em geral, são definidas pela quantidade de pixels (os pontos da tela ou o menor tamanho que uma imagem consegue atingir) que se encontram na vertical da projeção. Ou seja, resolução FULL HD em 1080 teria, por regra, 1080 pixels na coluna vertical e 1920 na coluna horizontal. Já nas resoluções superiores à alta definição (FULL HD), as leituras usualmente são através dos pixels da coluna horizontal. Resumindo: uma TV 4K teria a resolução de 3840 x 2160 pixels, quase de 4x superior à resolução em alta definição FULL HD. A função HDR (High Dynamic Range ou algo como Grande Alcance Dinâmico, é uma função em que as imagens apresentam cores mais vivas, com melhores níveis de contraste, tons claros com mais brilho e tons pretos mais escuros), que já se encontrava nos Sony Playstation 4 Pro, também pode ser acionada em alguns jogos para o Xone X. E com todas essas novas especificações, o Xbox One X ganha, em síntese, quase 40% a mais de potência em relação à primeira versão do Xbox One. A Microsoft não brincou em serviço.

Mas o problema disso tudo: além de ser necessária uma TV já em resolução 4K, o preço de lançamento aqui no Brasil. Enquanto em terras do tio Bill, o console fica em torno de $500 dólares, aqui na terrinha sairá por nada mais nada menos que R$ 4 mil.

Poderia escrever uma coluna apenas para criticar essa “mágica” mercadológica de transformar $500 dólares em “4K” de reais, seja pelo custo cambial, pela taxação, seja pela dificuldade com barreiras de entrada no mercado brasileiro, além do clichê básico e já sabido dos absurdos tributários que ocorrem especificamente na indústria de jogos. Mas deixa para a próxima.

E para quem se interessou e pode ter acesso a um console assim, seu lançamento no Brasil está previsto para dezembro de 2017. Ficamos na expectativa de que aconteça como já ocorreu em lançamentos de outros consoles (como no caso do Sony Playstation 4): adequação para um preço justo ao mercado brasileiro.

Apresentação mundial do Xbox One X na E3 2017 (em resolução 4K)

 

Texto: Lucas Luz

Notícias relacionadas