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A um amigo

Foto: Marcelo Felice

E você, meu amigo?

Quais são suas crenças, meu irmão?

Crê no bem e no mal?

Crê na vida espiritual?

Crê na felicidade?

E na magia ou em milagres?

Já viveu a dor?

Crê que ainda se pode crer em algo ou alguém?

Acredita que eu creio também?

Ou cremos em tudo e em ninguém?

Eu creio no abstrato, pois é o que de mais concreto se pode vivenciar…

E acredito na alegria – apesar de já ter sentido toda a tristeza que um homem pode suportar;

E acredito na vida, apesar de saber que ela evolui para a morte;

E acredito no dia, pois aprendi que a noite escura é simplesmente uma parte dele;

E acredito na lealdade, apesar de já ter sofrido por traição;

E acredito amigo – e muito! – na amizade,

Apesar de conhecer poucos que, como você, amigo, são capazes de tal gesto;

E acredito na sinceridade, embora conheça de perto a falsidade;

E creio, ainda, no amor, apesar de já ter sentido na carne os efeitos de sua perda

– e afirmo que é melhor ter um amor e perdê-lo do que nunca tê-lo conhecido!!;

Eu creio, eu acredito…

E acredito, acima de tudo, amigo, em VOCÊ!

Creio na sua verdade, creio na sua alegria,

no seu sorriso, na sua bondade,

Acredito no seu carinho…

Acredito na sua sinceridade e na retidão do seu caminho…

Creio, por isso, amigo, que nossa amizade é uma sublime forma de amar!

Pois sem minha crença em você, em nada mais poderia eu acreditar…

 

Texto: Marcelo Felice

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