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Polícia Civil em Uberlândia realiza sonho de menino que tem câncer

Enquanto passa pelo tratamento, o menino e outras crianças internadas, são assistidos pelo Projeto Príncipe e Princesas da Quimioterapia, que promove os aniversários dos pequenos, no hospital, sempre “realizando” os seus sonhos

Foto: Samanta Bastos

O sonho de um menino de 10 anos, que tem leucemia linfoide do tipo T e espera por um transplante de medula, em Uberlândia, foi realizado na sexta-feira, 10, pela Polícia Civil em Uberlândia que, como presente, além de comparecer com mais de 30 delegados, investigadores e escrivães no seu aniversário, ainda lhe deram o título, simbolicamente, de o primeiro policial civil mirim uberlandense.

Matheus Henrique Silva Alves está internado no Hospital do Câncer pela segunda vez e seu sonho, quando ficar curado e virar adulto, é ser um policial civil. Enquanto passa pelo tratamento, o menino e outras crianças internadas, são assistidos pelo Projeto Príncipe e Princesas da Quimioterapia, que promove os aniversários dos pequenos, no hospital, sempre “realizando” os seus sonhos.

“No caso do Matheus, quando perguntamos de que maneira ele queria festejar o aniversário dele, ele, de imediato, nos disse que queria comemorar com os homens de preto – numa alusão aos policiais que usam uniforme dessa cor, em operações especiais -, porque seu sonho é ser policial civil”, disse Samanta Bastos, coordenadora do projeto, e que ajudou na organização do evento.

Foto: Samanta Bastos

Samanta e a assistente social Adriana Guerra, idealizadora do projeto, entraram em contato com a Polícia Civil, que ficou sensibilizada e preparou a surpresa para o menino. Na tarde da sexta-feira, vestidos de preto, o delegado regional Edson Rogério Morais, delegados, investigadores e escrivães lotados nas Aisps e delegacias especializadas chegaram ao hospital para realizar o sonho.

Quando Matheus entrou na brinquedoteca da Pediatria, de mãos dados com a mãe e uma integrante do projeto, a emoção que ele sentiu foi tanta que chorou. Depois, recomposto, passou por cada policial, que o esperava, aplaudindo-o, fez o cumprimento habitual dos agentes e correu para uma mesa improvisada cheia de presentes e guloseimas. “Eu num tô acreditando nisso”, disse, emocionado.

Ao saudar o aniversariante, o delegado regional Edson Rogério Morais, ficou também emocionando. “Quando você falou que queria ser policial civil todo mundo ficou muito feliz e viemos aqui. Então, estou aqui te nomeando o primeiro policial civil mirim uberlandense. A partir de agora, você faz parte da história da Polícia Civil de Uberlândia”, salientou, outorgando-lhe o título simbolicamente.

Na ocasião, uma menina que também tem câncer e fez aniversário na semana, recebeu presentes e cumprimentos dos policiais civis, dos voluntários do projeto Príncipe e Princesas da Quimioterapia e dos funcionários do hospital. “Nosso trabalho é levar um pouco de alegria a essas crianças que estão sendo tratadas aqui. Já fizemos 34 aniversários aqui”, comentou a idealizadora Adriana Guerra.

Foto: Samanta Bastos

À procura de um doador

Matheus Henrique Silva Alves teve o diagnóstico da doença há dois anos, depois que os pais, o técnico em Informática Orcioly Andrade Alves e a secretária Eliana Silva Santos o levaram à Pediatria do Hospital de Clínicas da UFU. Desde então, ele vem sendo tratado, mas como precisou de cuidados especiais nos últimos meses, está internado com as outras crianças que também passam pelo drama.

O menino precisa urgentemente do transplante de medula e aguarda pelo doador compatível. Para achar a pessoa, aqui no Brasil ou até mesmo no Exterior, o pai criou uma página na internet e tem usado as redes sociais para pedir ajuda. “Eu tenho esperança de encontrar um doador e vamos encontrá-lo. Temos muita fé em Deus”, comentou Orcioly, ao lado do amigo, o também policial Luiz Lopes.

Por causa da doença, Matheus teve que parar os estudos, mas esse “recesso” não desanima o menino. Segundo sua mãe, Eliana, Matheus é um bom aluno e quer voltar para a escola, logo. Ele está no quinto ano do ensino fundamental na Escola Estadual Coronel Carneiro, que fica na Avenida Floriano Peixoto, pertinho do antigo estádio Juca Ribeiro. Lá, os amiguinhos estão todos torcendo por ele.

O sonho de Matheus em se tornar policial civil vem de há muito tempo. “Sempre gostou e diz sempre que quando crescer vai ser policial”, complementou o pai. Orcioly e Eliana também são pais de uma filha, hoje com 18 anos, que esteve no aniversário. “Eu fiquei muito feliz com esse presente que a Polícia Civil deu para o meu filho. A PC abraçou a nossa causa e estou agradecido”, frisou Orcioly.

 

Texto Pedro Popó

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