Cidade Destaque Expresso

Produtores destacam reconhecimento e esforço em produzir um café de alta qualidade

Prêmio confirma excelência na busca do melhor café, com ética e responsabilidade social

A V edição do Prêmio Região do Cerrado Mineiro destacou os melhores cafés da safra 2017, em uma região com vocação para inovação e vanguarda. O concurso demonstrou o empreendedorismo e a busca por excelência na produção cafeeira, com responsabilidade social e ética. As qualidades acima estão presentes no depoimento dos produtores premiados desta edição, que aliam tradição e modernidade. Confira abaixo:

Foto: Murilo Gharrber

Evandro Sanchez, da Fazenda Dois Irmãos, 1º colocado na Categoria Natural

“Agradeço bastante o Prêmio Café do Cerrado. Esse reconhecimento nos deixa muito lisonjeado. O trabalho da gente é no sentido de fazer um café melhor, baseado na sustentabilidade, honestidade com o trabalho dos colaboradores e toda essa cadeia que envolve a honestidade. Isso sempre orientou a minha família, que iniciou na cafeicultura com o meu avô, no final do século retrasado. A minha família sempre manteve a produção do café. Sou a terceira geração e a minha filha é a quarta geração.”

 

Eduardo de Andrade (Ismael de Andrade), da Fazenda São Silvestre, 2º colocado na Categoria Natural

“Recebemos esse prêmio com muito orgulho. Somos da cidade de Carmo do Paranaíba, produzimos cafés especiais há 40 anos no cerrado mineiro e agradecemos a toda a nossa equipe de produção, desde a fazenda até os classificadores, por essa conquista. Continuamos no ranking dos melhores cafés do cerrado e pretendemos continuar assim, com tecnologia, incentivando o plantio de novas mudas, novas espécies e de preparo de café, para que a gente possa atingir os melhores cafés do mundo.”

Foto: Murilo Gharrber

Fausto Velloso, da Fazenda São Luiz, 1º colocado na Categoria Cereja Descascado

“É o reconhecimento de um trabalho que estamos realizando há 37 anos. Vim para Carmo do Paranaíba em 1979, mas meu pai foi um dos primeiros cafeicultores da região. Deleguei aos meus filhos a missão de cuidar da qualidade. Já tinha as instalações bastante modificadas. Meus filhos então incorporaram isso e traduziram em resultado. Esse é o nosso segundo prêmio de primeiro lugar.”

 

Wagner Ferrero (Versi Ferrrero e Família Ferrero), da Fazenda Pântano, 2º colocado na Categoria Cereja Descascado

“Receber a premiação do Cerrado Mineiro é a melhor coisa que pode acontecer para um cafeicultor. O ano passado fui campeão nessa mesma modalidade. Este ano ficamos em segundo lugar, é muito bom. A minha família começou com a cultura do café em 1910. Dos seis cafés campeões, quatro são do terroir do Pântano, onde se produzem cafés muito bons.”

 

Jorge Naimeg (Família Naimeg), da Fazenda Pântano I, 3º lugar, Categoria Cereja Descascado

“Para nós da família Naimeg é uma satisfação muito grande. Estamos há 36 anos com a cultura do café no cerrado. Já fomos premiados em várias vezes em diversos concursos. Esse é mais um para a coleção que marca o reconhecimento do trabalho feito com zelo, com carinho nosso, da família, dos funcionários, de toda a equipe.”

 

Texto: Leonardo Leal

Notícias relacionadas