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V Prêmio Região do Cerrado Mineiro anuncia os melhores cafeicultores de 2017

O concurso prestigia a produção de café regional, valorizando o trabalho dos produtores e práticas agrícolas sustentáveis

Foto: Murilo Gharrber

Celebrando a safra de 2017, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado realizou na sexta-feira (10) em Uberlândia, a quinta edição do Prêmio Região do Cerrado Mineiro, revelando os produtores dos melhores lotes. Cafés com perfis sensoriais únicos, que encantam por seu aroma e sabor. Os campeões tiveram notas expressivas ultrapassando os 90 pontos em qualidade.

A cerimônia de premiação aconteceu no Palácio de Cristal e reuniu cerca de 450 pessoas de todos os elos da cadeia do café. O concurso prestigia a produção de café regional, valorizando o trabalho dos cafeicultores e práticas agrícolas sustentáveis. Além de contar com denominação de origem própria, a região é referência em café de alta qualidade.

Ao todo, 200 amostras foram provadas. Desse número foram selecionadas as 30 melhores na Categoria Natural e 20 na Categoria Cereja Descascado. A produção é avaliada em dois critérios: o primeiro é a Alta Qualidade e o segundo, o Ético e Rastreável.

Na nota de ranqueamento, o café foi avaliado sensorialmente pela metodologia da associação americana de cafés especiais, teve peso 2, Já a nota da etapa ético e rastreável teve peso 1, na nota final. Todo o processo de análise sensorial, através das provas dos cafés – foi coordenado pela Savassi Certificação e contou com a auditoria da Safe Trace.

Categoria Natural

Foto: Murilo Gharrber

Na categoria Natural, o campeão foi o estreante Evandro Sanchez da Fazenda Dois Irmãos de Coromandel. A fazenda obteve 100% de aproveitamento nos critérios ético e rastreável e na avaliação sensorial 90,29 pontos. O catuaí amarelo se destacou com sabor de caramelo, bala de laranja, pão de mel, frutas vermelhas, frutado, rapadura e baunilha.

O segundo lugar da Categoria Natural foi para Ismael de Andrade da Fazenda São Silvestre em Serra do Salitre. O lote obteve 91,54 pontos na avaliação sensorial e 97% nos critérios ético e rastreáveis. O destaque do Icatu Amarelo em seu sabor foram notas de frutas vermelhas, mamão, maçã verde, rapadura, caramelo, morango com leite, chocolate, geleia de frutas silvestres e pão de mel.

Já o terceiro lugar ficou com Érika Urban Rodrigues, da Fazenda Sobro em Coromandel. Com 100% de aproveitamento nos critérios ético e rastreável e 90,04 pontos na avaliação sensorial o café da variedade Bourbon Amarelo se destacou no sabor frutado, garapa, guaraná, morango, chocolate amargo, caramelo, cereja, laranja e damasco.

Categoria Cereja Descascado

Foto: Murilo Gharrber

Na categoria Cereja Descascado, aconteceu um fato inédito no 1º lugar. Primeiro o filho foi campeão da mesma categoria em 2013, Lúcio Velloso; agora o pai alcançou esse feito, Fausto Velloso da Fazenda São Luiz, em Carmo do Paranaíba. O café da variedade Catuaí Vermelho obteve 89,08 na avaliação sensorial pontos e nos critérios ético e rastreável a propriedade obteve 100% de aproveitamento. Destaque para o sabor melão, chocolate, limão, frutas vermelhas, cereja, caramelo, morango, frutado e biscoito maisena.

O segundo lugar da categoria foi para Família Ferrero da Fazenda Pântano em Patos de Minas. O Bourbon Vermelho obteve 88,33 pontos na avaliação sensorial e a fazenda teve 100% de aproveitamento no critério ético e rastreável. Nas nuances se destacam o sabor de limão, agridoce, mel, frutado, frutas amarelas, doce de leite, chocolate ao leite e herbal.

O terceiro lugar foi para a Família Naimeg, que obteve 88,25 pontos na avaliação sensorial e 100% de aproveitamento nos critérios ético e rastreável. O Bourbon Amarelo da Fazenda Pântano 1, em Coromandel, tem sabor de morango ao leite, chocolate, açúcar mascavo, papaia, frutas amarelas como pêssego e manga, frutado intenso, mel e melaço.

Os lotes compostos de 20 sacas tiveram 14 vendidas antecipadamente. O terceiro lugar recebeu R$1.320,00 por saca, o segundo lugar R$1.540,00 por saca e o campeão R$1.980,00 por saca. O restante dos lotes, 6 sacas, foram a leilão.

Alta qualidade certificada

O presidente da federação, Francisco Sérgio de Assis, lembrou que o prêmio existe porque o cafeicultor tem dedicação e amor por produzir um café de altíssima qualidade. “Somos a região que mais tem certificação no Brasil”, disse. Assis destacou também a importância da união dos produtores e a valorização da denominação de origem. “É uma ferramenta muito forte porque a maioria dos torrefadores quer rastreabilidade e nós temos a denominação de origem para oferecer”, afirmou.

Em sua apresentação no evento, o superintendente da federação, Juliano Tarabal, destacou que as ações realizadas pelo órgão têm o propósito de integrar, desenvolver e conectar as pessoas em busca da evolução do cultivo do café. “Nós ajudamos as pessoas da cultura do café a fazer mais e melhor”.

Segundo o superintendente, atualmente 833 produtores estão inseridos na base de rastreabilidade e 939 propriedades, credenciadas e aptas a fornecer o selo de origem da Região do Cerrado Mineiro. Esse número representa 89 mil hectares.

Homenagens
A Federação dos Cafeicultores do Cerrado todos os anos concede homenagens a pessoas que são fundamentais na história da Região do Cerrado Mineiro. Nesta edição foram homenageados: Nelson Carvalhaes, Presidente do Cecafé; Antônio Alves Pereira – Tonico, melhorista da Epamig; Simão Pedro de Lima, Superintendente da Expocaccer e Geraldo Eustáquio Miranda, CEO da Cafebras.

Modelos de comercialização

Mais uma vez os lotes foram comercializados em dois modelos. O primeiro modelo foi o de venda antecipadas dos lotes onde a maior parte das sacas são vendidas para o mercado interno para cafeterias e torrefações de várias partes do Brasil. Em breve os lotes estarão à disposição dos consumidores. Os compradores do lotes de forma antecipada foram: Lucca Cafés Especiais, Suplicy Cafés Especiais, Nuance Cafés Especiais, Mundo Café, Dulcerrado Cafés Especiais do Produtor, Tres, William and Sons Coffee Co., Ateliê do Grão e King Cafés.

A segunda forma de comercialização foi o leilão que este ano comercializou 856 sacas de 60 quilos de café, em 38 lotes. O Café Cajubá deu o maior lance do leilão arrematando o campeão da categoria natural por R$2.549,00. A Terra Forte levou o maior número de lotes, 10 no total, seguido da Três Corações com 6 lotes. Ainda garantiram seus lotes as empresas: Stockler, Café São Gotardo, Expocaccer, Nutrade e Cafebras.  O V Prêmio Região do Cerrado Mineiro movimentou R$873.696,80 com a venda dos lotes nas duas modalidades.

A região do Cerrado Mineiro é composta por 55 municípios localizados no noroeste do Estado de Minas Gerais e conta com 4,5 mil produtores de café. O Prêmio Região do Cerrado Mineiro é uma realização da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, conta com forte apoio do Sebrae. A Syngenta foi a patrocinadora master do evento, que contou ainda com o patrocínio do Sistema Sicoob – Crediminas, Rabobank e INTL FCStone.

 

Confira os vencedores do V Prêmio Região do Cerrado Mineiro

Categoria Natural

1º lugar: Evandro Sanchez (Fazenda Dois Irmãos, Coromandel)

2º lugar: Ismael de Andrade (Fazenda São Silvestre, Serra do Salitre)

3º lugar: Érika Urban Rodrigues (Fazenda Sobro, Coromandel)

 

Categoria Cereja Descascado

1º lugar: Fausto Velloso (Fazenda São Luiz, Carmo do Paranaíba)

2º lugar: Família Ferrero (Fazenda Pântano, Patos de Minas)

3º lugar: Família Naimeg (Fazenda Pântano I, Coromandel)

 

Texto: Redação

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