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Corinthians vence de virada e conquista o seu 7º Brasileiro

Empolgação e festa com a certeza que o heptacampeonato seria celebrado nesta quarta-feira (15).

(Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

O grito de é campeão só ecoou no Itaquerão após os 40 minutos do segundo tempo, quando Jadson marcou o terceiro gol da vitória corintiana sobre o Fluminense por 3 a 1. Até então, a torcida corintiana (45.775 pagantes) -o terceiro maior público da arena- estava apreensiva.

O clima do final do jogo foi muito parecido com o que aconteceu antes de a bola rolar. Empolgação e festa com a certeza que o heptacampeonato seria celebrado nesta quarta-feira (15). Entre os torcedores, estavam o ex-atacante Ronaldo, a ex-jogadora de basquete Hortência e o surfista Gabriel Medina.

A confiança não diminuiu, porém, deixou muitos torcedores ressabiados com o gol sofrido logo no primeiro minuto em uma cabeçada do zagueiro Henrique, ex-Palmeiras.
Mesmo assim, a torcida não abandonou e o apoio continuou na expectativa da virada que garantiria o título com três rodadas de antecipação. Nem quando Rodriguinho fez um passe para Clayson, que deixou a bola pingar e não conseguiu dominar, ouviu-se vaia no estádio.

Na etapa complementar, a torcida continuou incentivando desde o momento que os jogadores apareceram na entrada do gramado. E eles foram retribuídos. Em três minutos, Jô marcou dois gols de cabeça.

A partir daí os cânticos de incentivo se intensificaram até os 40 minutos, quando começaram os gritos de é campeão. Na sequência, sinalizadores foram acesos em várias partes do estádio e a partida ficou interrompida por seis minutos.

Para completar a festa o treinador Fábio Carille atendeu ao pedido da torcida e colocou o meia-atacante Danilo, que não jogava desde 31 de julho de 2016, quando sofreu fratura na fíbula e na tíbia da perna direita. Ele entrou nos acréscimos do segundo tempo.

O técnico teve seu nome muito gritado pelos torcedores após o apito final. O grito de “É quarta força!” também foi gritado em ironia ao que foi dito no começo da temporada em relação aos rivais de São Paulo.

A festa só não foi completa porque o torcedor corintiano não viu a taça ser levantada, o que acontecerá no dia 26, quando o time alvinegro enfrentará o Atlético-MG. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) optou por adiar a entrega por conta do horário da partida.

O título desta quarta é o segundo conquistado pela equipe dentro do Itaquerão. Em maio, a equipe conquistou seu primeiro troféu no local quando foi campeã do Campeonato Paulista.

Até então, colecionava fracassos principalmente em partidas eliminatórias. Foi desclassificado pelo Guaraní-PAR (Libertadores 2015), Nacional-URU (Libertadores 2016), Palmeiras (Paulista 2015), Audax (Paulista 2016), Santos (Copa do Brasil 2015) e Inter (Copa do Brasil 2017).

CORINTHIANS
Caique; Fagner, Pablo, Pedro Henrique e Guilherme Arana; Gabriel e Camacho (Jadson); Romero, Rodriguinho e Clayson (Maycon); Jô (Danilo). T.: Fábio Carille

FLUMINENSE
Diego Cavalieri; Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Marlon Freitas (Pedro Santos), Douglas e Sornoza (Matheus Alessandro); Gustavo Scarpa, Marcos Júnior (Peu) e Henrique Dourado. T.: Abel Braga.

Estádio: Arena Corinthians, em São Paulo
Público: 46.189 (45.775 pagantes)
Renda: R$ 2.882.688,00
Juiz: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Kleber Lucio Gil e Neuza Ines Back (ambos de SC)
Cartões amarelos: Gabriel (COR); Léo, Henrique Dourado, Reginaldo, Pedro Santos e Henrique (FLU)
Gols: Henrique (FLU), a 1 minuto do primeiro tempo; Jô (COR), a 1 minuto e aos 3 minutos, e Jadson (COR), aos 40 minutos do segundo tempo

 

Texto: Folhapress

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