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Reforma Trabalhista – Como as empresas podem aproveitar para vender mais

Chegou a vez da Reforma Trabalhista!

Foto: Sebastião Barbosa

Nessa onda de modernização das leis, o Poder Judiciário tem demonstrado interesse em sair da péssima colocação mundial, com cerca de 98 milhões de processos em andamento, uma taxa próxima de 72% de processos parados, apesar de consumir 1,2% do PIB nacional, altíssimo custo em comparação com outras nações – dados estimados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça.)

A Justiça do Trabalho fica com uma fatia deste “bolo” em torno de 10 milhões de processos.

Os juízes não estão podendo “ver processo na frente”; com isso, trabalhadores e advogados trabalhistas deverão observar seriamente as novas exigências para postular reclamação trabalhista – a fixação de parâmetros claros, numéricos, certos e expressos foi o “corte de navalha” da Reforma Trabalhista naquelas ações temerárias, imaginárias e muitas vezes oportunistas.

As empresas, por outro lado, possuem uma folha de pagamento com o número total de trabalhadores com carteira assinada de 38,3 milhões em fevereiro deste ano, segundo informações divulgadas pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

No meio desse cenário, a tão almejada Reforma Trabalhista ficará entre a dinâmica da aplicação prática das novas regras, as adaptações necessárias pelos empregadores e as interpretações da Justiça do Trabalho.

É um verdadeiro “mar de informações”. Mas o que realmente interessa e o que as empresas precisam saber: COMO VENDER MAIS, já que no final quem paga essa conta toda é o cliente.

Pontuamos algumas medidas gerenciais, as mais importantes e, certamente, aquelas que trazem melhorias econômicas para as empresas, voltadas para a área de arrecadação/vendas, vejamos:

1. Reestruturação da área comercial:

a. Implantação do teletrabalho: com o auxílio de sistema de informática, poderá manter a equipe “em casa” para fazer a parte de prospecção, venda e atendimento, utilizando a internet para comunicação (mensagem, imagens, voz e telerreuniões). Aqui a empresa cede os equipamentos, monitora a produtividade  e não remunera hora extra.

b. Opção por autônomos comissionados: essa equipe de trabalho externo (teletrabalho) e os vendedores de campo poderão ser autônomos, sem vínculo empregatício, mesmo com a prestação de serviços contínua e exclusiva.

c. Opção por empregados comissionados: a área comercial “vive” de produção. A Reforma Trabalhista autoriza o pagamento de comissões, gratificações e prêmios, sem que sejam considerados partes do salário. Caso a empresa opte por contratar com vínculo empregatício, poderá convencionar o pagamento de salário mínimo, acrescido de comissão sobre as vendas, sem que ela se incorpore ao salário. Assim, é possível convencionar uma boa comissão para incentivo aos vendedores,

2. Gestão ativa nos acordos coletivos:

Os acordos coletivos poderão se sobrepor à legislação em vários casos, então a empresa deverá disponibilizar o Gerente de RH para participar efetivamente das negociações. Os temas autorizados pela Reforma Trabalhista são:

  • banco de horas, jornada de trabalho; intervalo de almoço; representação dos empregados em ambiente de trabalho; cargos e salários; teletrabalho; remuneração por produtividade, incluindo gratificações e prêmios; participação nos lucros e resultados; trabalho em ambientes insalubres.

Com essas medidas, assistidas por profissionais qualificados, a empresa consegue “dar alguns passos” rumo ao crescimento do negócio, aproveitando, de fato, a tão noticiada Reforma Trabalhista.

Afinal, toda empresa precisa vender mais.

 

Texto: Dr. Sebastião Barbosa e Silva Junior

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