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A China no contexto mundial

Uma das principais revistas de negócios do país revelou em uma matéria muito bem elaborada as oportunidades e os obstáculos da China. E hoje passou a ser obrigação de empresário e governos acompanhar de forma profissional o que se passa não apenas na China, mas em toda Ásia, é uma verdadeira revolução que acontece em todos os campos.

Hélio Mendes é professor e consultor de Planejamento Estratégico e Gestão. Foto: Divulgação

A nossa geração esta assistindo uma mudança radical no processo mundial dos negócios. Na faz muito tempo, a economia mundial gravitava em torno da economia americana, tudo mudou, começou com formação da União Européia, em seguida China, Índia, simultaneamente países do Leste Europeu. A questão ainda é como vai ficar América do Sul e o continente Africano.

A China com um crescimento previsto de 6.8 este ano, com um quarto do crescimento global, e os estudos indicam que devera assumir a liderança mundial em 2020. Mas acredito que os dados e a história, não nos da tanta certeza, não podemos esquecer o que aconteceu na década de 80 o Japão não apenas crescia, mas ameaçava o mundo com produtos e praticas de gestão que dava certeza que poderia dominar todos os mercados, o  divulgado e badalado milagre do sol nascente não durou uma década, ainda se mantém como uma economia respeitada, domina muitos segmentos, mas não realizou  todas previsões .A história contemporânea tem como marca   mudanças imprevisíveis .paises e setores tem sido surpreendidos constantemente.

Mas a China tem mostrado uma face diferente tem conseguido parceiros pela dimensão de suas próprias demandas interna, o país se assemelha a um grande navio, onde todos querem estar a bordo, os dados publicados pela revista Exame que confere com outras fontes, são de uma grandeza nunca visto, “ 600 000 empresas se instalaram na China nas últimas duas décadas. Um total de 720 bilhões de dólares” varias empresas brasileiras já se constituíram filiais na China e outras em fase de projetos.

A China tem conseguido aliar os extremos por conveniência é socialista e capitalista onde e quando interessa, o importante para o governo chinês tem sido manter o ritmo de crescimento. Um dos obstáculos para investir naquele país é semelhante ao nosso a burocracia estatal e a “mudança nas regras do jogo”.

Mas a também uma característica diferente no consumidor chinês, a grande maioria não são fieis a marca e possuem bom domínio do que querem e pesquisa na hora de comprar e dão preferência no preço para finalizar a compra e adoram ganhar um desconto. E são como os brasileiros não dão preferência aos produtos nacionais.

Mas o comportamento da China difere de outros paises da Ásia, Japão e Coréia já se assemelha alguns paises europeus, principalmente o consumidor feminino, que sempre querem conhecer novas marcas, mas dão preferência em condições de igualdades   as marcas nacionais.

Não há duvida que a China será uma grande parceira do Brasil nos próximos anos, mas tem que ser estudada e monitorada de forma pontual, pelo volume de demanda, pelo aspecto cultural em transformação imprevisível é necessário fazer muitas pesquisas para conhecer melhor cada passo a ser dado na grande e importante China.

Texto: Hélio Mendes
Prof. e Consultor de Estratégia e Gestão.
latino@institutolatino.com.br

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