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Tudo que vai, volta: “Call Of Duty WWII”!

Filmes e séries de televisão abordando a realidade histórica e sangrenta da Segunda Guerra Mundial sempre foram impactantes. E, lógico, nos games, também.

Foto: Divulgação

Nas telonas temos ícones premiados como: “A Lista de Schindler”, “O Pianista”, “A Vida é Bela”, “O Resgate do Soldado Ryan”. No mundo virtual encontramos séries clássicas como “Medal of Honor”, “Battlefield” e, sim, “Call of Duty” (ou apenas “CoD”). E após um longo tempo focado em campos de batalha com temática futurista, “CoD” volta às suas origens, a Segunda Guerra Mundial.

“Call of Duty” (algo como “Convocação do Dever”) é uma série de jogos em (FPS) primeira pessoa, iniciada em meados de 2003, e tem como desenvolvedores três grandes estúdios: Infinity Ward, Treyarch e a Sledgehammer Games. É distribuído mundialmente pela Activision e pela Square Enix no Japão.

Os primeiros três jogos da franquia “CoD” foram ambientados em batalhas históricas da Segunda Guerra Mundial, como o Dia D ou a Batalha de Stalingrado (de “CoD I”). O game sempre abordou o lado dos Aliados, deixando o jogador como um combatente americano, inglês ou russo. Em algumas versões era possível jogar como soldado de outras nacionalidades, como franceses e canadenses.

Na verdade, tudo começou pela inspiração do filme de Steven Spielberg, “O Resgate do Soldado Ryan”. Na terceira missão da franquia de games, de 2002, “Medal of Honor: Allied Assalt” (“MoHAA”), foi simulada a entrada das tropas aliadas na praia de Omaha/Normandia, cena muito parecida com aquela do famoso filme. E, de carona nesse sucesso, “Call of Duty I”, primeiro jogo independente da Infinity Ward, inspirou-se e expandiu os mesmos conceitos de “MoHAA”, recriando batalhas históricas como a das Ardenas/Bulge e a Tomada de Berlim. O game utilizava o motor gráfico do Quake III (iD Tech 3) e foi lançado apenas para PC.

Famosa cena da entrada dos combatentes na praia de Omaha, por Medal of Honor

Foto: Divulgação

Como toda grande franquia, seu primeiro jogo teve que apresentar um diferencial dos demais FPS da época. E nisso “CoD” foi espetacular. A grande novidade que o game trouxe foi, além da quantidade de inimigos na tela, as reações que os protagonistas enfrentavam durante uma batalha. O jogador se sentia dentro de um campo de guerra ou de um filme do Spielberg.

Posteriormente aos três primeiros “Call of Duty”, vieram a sequência “CoD – Modern Warfare”, no qual foram abordadas batalhas em campos modernos e temas de um futuro próximo. Após essa sequência vieram os “BlackOps”, série do “CoD” que explanava uma temática referente às espionagens da época da Guerra Fria. “BlackOps I”, de 2010, é o meu favorito até hoje. Intercalando as séries “Modern/BlackOps” e abusando da temática futurista, veio o “Advanced Warfare”, em 2014 (com o polêmico Kevin Spacey como antagonista) e o “Infinity Warfare”, de 2016, com espaçonaves e batalhas espaciais. Aí que entra o novo “WWII”.

Enquanto o maior concorrente atual, “Battlefield”, focou a Primeira Grande Guerra, “Call of Duty” volta às suas origens e mira novamente na Segunda Guerra Mundial. O game vem com os três pilares de sucesso da franquia, mirando o modo competitivo online, o modo “Zombie” e, claro, a campanha narrativa. Há bastante variedade nesse modo narrativo, com missões de tiroteios cruzados nos campos de batalha, assim como emboscadas e perseguições em ritmo alucinante.

No modo online, a novidade é o novo ponto de encontro dos jogadores (estilo a Torre/Chácara, de “Destiny”), onde é possível fazer transações de itens e jogos rápidos entre os entusiastas. O ponto negativo, atual e polêmico, é a presença de “loot box”, sistema de microtransação incorporado ao jogo com destinação à “facilidade” de conclusão do game e aumento de XP (experiências). A Activision prometeu serem apenas transações “cosméticas”, sem alteração impactante no game (como no caso das EA e da novela criada sobre “Star War – Battlefront II”). Tomara, mesmo…

“Call of Duty – World War II”, desenvolvido pela Sledgehammer Games e distribuído pela Activision, o último jogo dessa saga que já vendeu mais de 250 milhões de cópias em todo o mundo, foi lançado dia 3 de novembro de 2017 para as plataformas PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows/Steam.

Trailer sobre o modo campanha de “CoD WWII”

Texto: Lucas Luz

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