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A Capela Curada – Parte 1

Os primeiros sesmeiros e posseadores de áreas onde seria o município de Uberlândia, quando necessitavam de recursos religiosos, atravessavam o rio e chegavam à Aldeia de Santana do Rio das Velhas (Indianópolis), onde existia uma igreja católica.

Foto: Divulgação

Para os primeiros era perto, mas, para os que chegaram depois, ficava meio longe. De vez em quando, aparecia por aqui um padre visitador para as desobrigas dos paroquianos. Mas isso era pouco. Precisavam de alguém mais perto que realizasse batizados, casamentos, encomendasse almas, recebesse confissões e dissesse missas aos domingos e dias santos. O povo da região escolheu Felisberto Alves Carrejo e Francisco Alves Pereira para providenciarem a construção de uma igreja por perto.

Os dois requereram, no dia 29 de junho de 1846, ao padre visitador ordinário da prelazia, a autorização para a ereção da capela entre os rios das Velhas e o Uberaba legítimo (Uberabinha). O padre autorizou. Em princípio, a capela seria construída nas cabeceiras do Córrego de São Pedro, nos dias de hoje, onde está o Shopping Center. Felisberto optou pelas proximidades do Córrego São Pedro, perto da barra. Compraram de Francisca Alves Rabello, viúva de João Pereira da Rocha, cem alqueires da herança a que tinha direito na Fazenda do Salto. Iam das margens do Uberabinha, entre os córregos de São Pedro e Cajubá, até ali por perto da Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Seria o patrimônio da capela. Seu preço foi de quatrocentos mil réis, pago em prestações. Fez-se um rego d’água das cabeceiras do São Pedro até o lugar da construção. Esse valo determinou, mais ou menos, o traçado da Avenida Rio Branco e da Rua Barão de Camargos. E ali, onde está a Biblioteca Pública, ergueu-se a capelinha, origem da cidade.

Texto: Antônio Pereira da Silva

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