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Inteligência Competitiva

Um dos instrumentos mais recentes de gestão é o da Inteligência Competitiva. Poucas empresas no Brasil o utilizam plenamente, apesar do uso na área governamental vir de longa data.

Hélio Mendes é professor e consultor de Planejamento Estratégico e Gestão. Foto: Divulgação

“A Inteligência competitiva nasceu de dentro dos serviços secretos de espionagem dos Estados Unidos. Muitas das técnicas empregadas hoje, nas empresas, foram trazidas do FBI e do órgão oficial de inteligência norte-americano, a CIA

A Xerox, maior fabricante de copiadoras do planeta, é especialista em bolar planos estratégicos com base em informações tiradas da Internet, de feiras de negócios e da simples observação dos passos dados pelas empresas concorrentes. Há informações de que a Xerox chega a gastar até US$ 1 milhão por ano com essas atividades.

A prática de inteligência competitiva é quase uma bola de cristal. Não chegam a predizer o futuro, mas ajudam os executivos a ver o que a concorrência está pensada fazer. As informações identificadas contribuem para diminuir o grau de incerteza das decisões a serem tomadas”.

Em princípio não há nada de novo em fazer uma vigilância na concorrência e no ambiente em que a organização compete, mas o que faz diferença é em como esta é feita. Se é realizada por uma área de inteligência competitiva, formatada para esta finalidade e dotada de uma gestão profissional, alinhada ao planejamento estratégico de uma empresa ou de um setor.

Mas é importante registrar que a área de Inteligência Competitiva não trabalha com investigação ilícita ou usa de prática duvidosa. Há um código de Ética para esta atividade, até porque 80% das informações relevantes sobre qualquer empresa podem ser obtidas, legalmente e eticamente, pela Internet e publicações. É necessário selecionar a fonte e saber usar com competência.

Acredito que à medida que a empresas forem reconhecendo a importância da área de inteligência competitiva, as associações comerciais poderão oferecer estes serviços para as pequenas e médias empresas, em razão de que as grandes já estão organizando esta atividade e as pequenas não possuem recursos para criar e manter, mas vão necessitar para competir.

Em recente palestra que ministrei sobre este tema, mostrando o case do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil – CICB, um dos primeiros setores a ter esta área consolidada, o interesse foi grande. Contamos com a participação de oitenta pessoas que ficaram interessados em conhecer melhor esta ferramenta de gestão.

 

Texto: Hélio Mendes
Prof. e Consultor de Planejamento Estratégico e Gestão.

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