Destaque Editorial Expresso

Patos pode ter o vice-governador

A grande possibilidade é de que as articulações para as eleições de 2018 estão começando

Foto: Divulgação

Nessa última semana de novembro, o ex-governador e hoje senador Anastasia, do PSDB, esteve visitando Uberlândia, 11 meses antes das eleições e a cinco das convenções, para discutir demandas da cidade, sem convidar a imprensa para uma coletiva. Acreditar nessa explicação? É mais fácil acreditar em Papai Noel, até porque estamos no mês de dezembro, a 25 dias do Natal.

A grande possibilidade é de que as articulações para as eleições de 2018 estão começando e, pelo histórico, o resultado pode não ser diferente, por vários motivos: a negociação deve começar aqui, passar por Uberaba, Ituiutaba… Considerando o que tem acontecido, a escolha deve terminar em Patos de Minas. Temos bons motivos para acreditar nessa possibilidade. E se pelo menos o vice não for do interior, não teremos governador, mas um prefeito da região metropolitana de Belo Horizonte.

A contenda histórica entre Uberlândia e Uberaba não começou hoje e nem terminará nesta eleição. Recentemente tivemos a possível disputa de onde ficaria o aeroporto internacional, na qual Uberaba saiu na frente. Escolher um candidato a vice-governador  de uma cidade significa perder o voto da outra. Em que pesem as boas lideranças, o produto interno e o colégio eleitoral, ainda existe resíduo da separação do Estado de Minas, a famosa luta pela formação do Estado do Triângulo, que hoje aparentemente não tem mais sentido, mas ficou como um passivo, cujas principais lideranças eram das duas cidades. Patos teve uma participação muito discreta no movimento. E tudo ainda se agrava quando as duas cidades torcem mais para times paulistas e fluminenses do que pelos de Minas.

Com essas premissas, a cidade de Patos, sem articular, sem competir, genuinamente mineira, torcendo para Cruzeiro, Atlético, sem deixar os times locais, tem recebido por gravidade e mérito bons cargos nas últimas eleições. Fez o seu ex-prefeito Arlindo Porto senador, vice-governador, diretor da CEMIG. Elmiro de Nascimento, de Patos, foi prefeito, deputado estadual, secretário de Estado, hoje suplente do senador Aécio Neves – pelo contexto, está seguindo o mesmo caminho, pode ser escolhido para ser o vice de Anastasia ao governo do Estado em 2018; tem na sua cidade o prefeito do seu partido, que está fazendo uma boa gestão, apesar de toda a crise que ainda enfrentamos. E, para finalizar, a cidade se articula bem com duas regiões, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, onde várias cidades têm tido crescimentos acima da média nacional.

Temos que torcer, depois de tudo o que anda acontecendo, para que a escolha seja a melhor para o País, para o Estado, nessa ordem, pois, “se nos preocuparmos só com uma única árvore, não vamos perceber toda a floresta”. Essa é a visão dos estadistas, de quem coloca os interesses do País acima de grupos e partidos.

 

Editorial – O JORNAL de Uberlândia

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1 comentário

  1. E o Odelmo? Não quer, não vai indicar ninguém? Odelmo Leão MEI (Micro Egoísta Individualista)

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