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A Capela Curada – Parte 2

Logo após a autorização, começou a construção da capelinha. Teria 60 metros quadrados. Em torno, fez-se o “adro” – que seria o cemitério. Depois de sete anos, em 1853, ficou pronta a Capela Curada.

Foto: Divulgação

A primeira missa foi logo após o fim da obra. Faleceu Maria Eufrásia de Jesus, esposa de Antônio Alves Carrejo, irmão do Felisberto. Ainda não havia pároco. Veio de Indianópolis o padre Antônio Martins, que oficiou a missa de corpo presente. Foram a primeira missa e o primeiro enterro. Pouco depois, assumiu os trabalhos religiosos da capela o padre José Martins Carrejo, filho do Felisberto, que tinha tomado  as primeiras lições educacionais na escolinha do pai, na Fazenda da Tenda.

O primeiro batismo foi no dia 20 de outubro de 1853, de Luiz, filho de José Antônio Furtado e Maria Vieira de Jesus. No dia 11 de julho de 1857, o distrito foi elevado a paróquia e, no ano seguinte, por consequência, a capela foi elevada a matriz. O primeiro casamento foi no dia 4 de fevereiro de 1855. Casaram-se Manoel Pereira da Motta e Victória Maria do Bonsucesso.

Depois do padre José Martins Carrejo, assumiu a paróquia o padre Antônio Joaquim de Azevedo, conhecido por “padre Almas”. Era 1858. O padre Almas mais o Felisberto resolveram aumentar 22 metros no comprimento e 12 na largura da capelinha. O povoado crescia. Felisberto faleceu e Francisco Alves Pereira continuou a obra. Pouco anos depois, o Francisco também faleceu e foi enterrado no interior da capela, ao lado do Felisberto. Com a saída do padre Almas, foi nomeado o padre Joaquim de Souza Neiva, que era raizeiro afamado. No mesmo ato, foi provisionado o padre João da Cruz Dantas Barbosa.

O Neiva nem veio aqui. Já era 1865. O vigário Dantas foi quem concluiu as obras e deu-lhe novas formas e acabamentos. Essa nova igreja resistiu quase um século, sendo demolida pelo prefeito nomeado, Vasconcelos Costa, com a aquiescência do cônego Eduardo para que, em seu lugar, se erguesse uma estação rodoviária. E assim se finou nossa Capela Curada, marco fundamental do início da nossa existência como cidade.

 

Texto: Antônio Pereira da Silva

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