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Economia brasileira: “Papagaio come milho, periquito leva a fama.”

O governo brasileiro não tem nenhum mérito nos sinais de melhoras da economia. É graças ao nosso povo trabalhador – empregados e empregadores – que não cansa de lutar para gerar riquezas e um futuro mais digno para as famílias.

Foto: Sebastião Barbosa

Como o índice de aprovação do presidente Temer é muito baixo e falta só um mês para o ano da eleição, querem demonstrar que conseguiram avanços na economia do País.

Para os leitores que nunca ouviram, a expressão “papagaio come milho, periquito leva a fama” quer dizer exatamente isto: é quando uma pessoa faz algo extraordinário e quem não fez leva a fama e é premiado.

São milhões de pessoas “madrugando” diariamente, enfrentando um trânsito caótico, notícias de hora em hora de corrupção, desmoralização mundial do Brasil e uma crise de gerenciamento financeiro crônico, para fazer nosso Brasil se reerguer.

As medidas estruturais para valorizar e equilibrar nossas riquezas estão exatamente dentro da “casa” dos políticos e dos agentes públicos, ou seja, privilégios, altos salários, superlotação de cargos e muito desperdício.

Segundo a Secretaria da Receita Federal, a arrecadação federal – impostos, contribuições federais e outras receitas – totalizou R$ 104,2 bilhões – veja bem – no MÊS de agosto/2017.

A Receita Federal registrou uma arrecadação tributária total de R$ 1,289 trilhão em 2016. COMO PODE HAVER CRISE ECONÔMICA com uma arrecadação dessa? Na verdade, a CRISE É POLÍTICA.

Dinheiro suado dos legítimos cidadãos desta nação surrada pela classe política.

Agora, os políticos, que não tiveram a coragem de reduzir o custo Brasil, querem levar a fama de bons para a “corrida dos votos”.

Os funcionários públicos da esfera federal estão sofrendo como todo e qualquer trabalhador, dando sua contribuição para restabelecer a administração da economia, suportando atrasos, falta de aumento de salários, falta de estrutura e toda ingerência relacionada.

Mas, com a modernização tecnológica, serviços “on line” e expansão da internet na prestação de serviços, teremos que repensar várias carreiras públicas. Os próprios funcionários terão que fazer essa reflexão, pois, como ocorreu no sistema bancário e em outras estatais de serviços, os programas de desligamentos voluntários (PDV) se tornarão, em breve, uma solução inadiável. Não nos referimos aqui  somente à Medida Provisória 792 – mas a uma ação coordenada de redução e reestruturação da “máquina” federal.

Aqueles que se prepararem para essa mudança com antecedência poderão alcançar novos patamares profissionais fora do serviço público.

Os contribuintes têm feito a parte deles: R$ 104,2 bilhões – só no mês agosto/2017 – vale lembrar.

Falta o governo parar de ser “periquito” e cortar os próprios custos, a começar pelo maior: folha de pagamento.

Como proporção do PIB, as despesas com folha de pagamento, de pouco mais de 2 milhões de servidores, aceleraram em 2015 e chegaram a 5,3%; taxa é 1 ponto porcentual superior à média dos últimos três anos e o maior nível desde 1995.

Em 2014, por exemplo, o governo gastou R$ 222,37 bilhões (3,8% do PIB) com pagamento do funcionalismo. O valor passou para R$ 238,49 bilhões em 2015 (o equivalente a 4% do PIB) e para R$ 257,87 bilhões em 2016, o equivalente a 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

O peso das despesas com o pagamento dos servidores públicos federais em 2015 foi o maior em 17 anos. O governo federal gastou, na média de janeiro a novembro, 39,2% das suas receitas com o contracheque do funcionalismo dos Três Poderes, segundo dados do Ministério do Planejamento. Ao se aproximar da fronteira dos 40%, a parcela das receitas destinada a gastos com pessoal volta a patamares vistos apenas antes de 1998.

Passou da hora de o povo brasileiro comer o milho e levar a fama, basta os periquitos se tornarem papagaios.

 

Texto: Dr. Sebastião Barbosa e Silva Junior

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