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Pinturas e fotografias feitas pelas crianças do Hospital do Câncer viram livro e exposição

Pacientes puderam admirar a fauna e flora do cerrado, transformando seus olhares em quadros e imagens

Foto: Leonardo Leal

A fauna e flora do cerrado foram o cenário ideal para que os pacientes infanto-juvenis do Hospital do Câncer realizassem pinturas e fotografias dentro do projeto Alegrarte. Após um ano de trabalho, a iniciativa do Grupo Luta Pela Vida se transformou no livro Meu Rio é Uberabinha com 70 quadros e 69 imagens que também virou uma exposição à mostra na nova sede do Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgoto).

35 crianças em tratamento oncológico do Hospital do Câncer em Uberlândia e seus acompanhantes participaram das oficinas de fotografia e pintura em tela. As atividades foram coordenadas pelas fotógrafas  voluntárias Cintia Guimarães e Sandra de Freitas; a artista plástica e voluntária Maria Clara Ferraz, o coordenador pedagógico do Grupo Luta Pela Vida, Leonardo Almeida e a revisora e diretora do grupo, Maria Letícia Rocha de Souza.

Foto: Leonardo Leal

Almeida lembrou que 350 livros serão doados para a Secretaria Municipal de Educação para serem distribuídos às escolas de Uberlândia. “É um tema interessante para as escolas, falar do rio, da natureza e da preservação. Os demais exemplares serão distribuídos de forma gratuita aos pacientes”, afirmou.

Segundo Almeida, o contato com a natureza promove qualidade de vida aos pacientes e ao mesmo tempo os faz sentir ativos, produzindo fotografias e pinturas. A voluntária e artista plástica Maria Clara Ferraz destacou que o trabalho teve um aspecto terapêutico e foi muito envolvente, uma vez que contou com expedições às margens do rio. “As crianças aceitaram este desafio e foi muito gratificante”, disse. Ela acrescentou que o projeto também é uma forma de conscientização sobre a preservação do rio.

Foto: Leonardo Leal

A voluntária e fotógrafa Cíntia Guimarães ressaltou que “A vontade deles de criar é encantadora, eles deram um retorno aos voluntários de dedicação e vontade de fazer um trabalho cada vez melhor”, afirmou. Já Sandra de Freitas destacou que quando os pacientes estão fotografando, eles se esquecem do ambiente hospitalar e ficam muito motivados. “É uma alegria, uma esperança. Eles veem que tem capacidade de aprimorar o trabalho a cada dia”.

Durante o projeto, os alunos tiveram aulas sobre os conceitos básicos da fotografia, visitaram cachoeiras e o próprio Rio Uberabinha para a produção artística ao ar livre. A exposição com as pinturas e fotografias pode ser vista até o dia 21 de dezembro, na entrada da nova sede do Dmae, que fica na av. Rondon Pacheco, 6.400.  O horário de visitação é da 8h às 16h30.

 

Texto: Leonardo Leal

 

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