Destaque Editorial Expresso

A responsabilidade das redes

As mídias sociais – e aí estamos nós, como O JORNAL virtual – têm como desafio não cair na vala comum.

Foto: Pixabay

Hoje há mais informações destrutivas do que construtivas nas redes sociais. Uma das edições da revista VEJA deste mês abordou com bastante amplitude “O poder fulminante das redes sociais”, relatando fatos sobre repórteres, políticos e artistas que levaram uma vida para construir suas carreiras e, em questão de segundos, cometeram um erro, foram colocados no paredão e tiveram suas vidas destruídas.

Não é objeto deste Editorial, no momento, questionar os personagens que foram julgados pela mídia, se foi justo ou não o acontecimento, mas sim colocar em reflexão o cuidado que todos têm que ter ao expor algumas informações nas redes sociais. Podemos promover pessoas ou destruí-las, quando acreditamos que temos de colaborar com a busca da verdade – esse é um dos motivos pelos quais alguns crimes passam por mais de uma instância  ao serem julgados e, às vezes, quem os cometeu tem como provar algo ou mesmo receber uma pena menor. As redes não dão essas oportunidades.

Todo cuidado é pouco quando as informações vêm das redes. Podem ser vírus, golpes ou verdades, vídeos montados ou informações fora do contexto, retalho de uma situação na qual o que se comentou muda de sentido, quando retratado em contexto bem diferente – principalmente quando o assunto é política ou sobre um consumidor insatisfeito com um produto que não contemplou todas as suas expectativas.

O lado bom é que todas as pessoas possuem agora um canal gratuito para comprar, relacionar-se, reclamar, mas defendemos o valor número um, ou seja, o da responsabilidade do uso: não podemos transformar, com ações irresponsáveis, uma ferramenta que está revolucionando o mundo, que está unindo cidadãos globalmente em questão de segundos. Estamos tendo a oportunidade de aproximar as pessoas, melhorar e democratizar como nunca as informações, mas é necessário usar a internet de forma justa. Normalmente perdemos a razão quando agimos guiados apenas pela emoção. A rede é sua, é de todos, mas todo cuidado é pouco: nela podemos melhorar ou piorar a vida das pessoas.

Editorial – O JORNAL de Uberlândia

Notícias relacionadas